Primeiro-ministro recorda que "temos de investir naquilo que é estratégico para o país" a longo prazo.
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O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje, na Lousã, que este ano tem de ficar marcado pela capacidade de ação nos diferentes tempos em que o Governo foi chamado a responder às necessidades provocadas pelos incêndios florestais.
Costa diz que 2017 tem de ficar marcado pela capacidade de ação contra os fogos
Na cerimónia de entrega de novas viaturas a 44 equipas de sapadores florestais, o líder do Governo iniciou a sua intervenção dizendo que, primeiro, houve o "tempo de emergência, onde foi necessário acabar de combater as chamas, socorrer os feridos, reconstruir o que ficou destruído, recuperar o potencial agrícola, a capacidade da atividade económica, as habitações das populações e devolver vida a esses territórios".
Depois "há um outro tempo, que é o tempo de longo prazo, onde temos de investir naquilo que é estratégico para o país, na capacidade de revitalizar economicamente o interior, condição essencial para a criação de emprego, que fixe e atraia populações".
"Esse tempo de médio e longo prazo é o tempo de reforma da floresta, que é um tempo que iniciámos em outubro do ano passado, em que tivemos a trabalhar com a Assembleia da República para a sua aprovação e que está agora no terreno e permite concretizar uma ambiciosa reforma da floresta, que procura intervir nas suas diferentes vertentes e numa essencial: dotar a nossa floresta de uma capacidade de viabilidade económica que permita fazer uma gestão que seja uma fonte riqueza para as populações", sublinhou.
Segundo o primeiro-ministro, depois há um outro tempo: "A necessidade de não nos limitarmos a responder à emergência nem a preparar o futuro, mas é de prevenir o que temos de prevenir para que o próximo ano não repita as tragédias deste ano".
No sistema de proteção da floresta, António Costa disse que os sapadores florestais têm um papel "crescentemente importante" porque são elementos "essenciais" para aproximar a prevenção do combate e pelo trabalho "essencial" que desenvolvem ao longo do ano para a gestão do combustível, ordenamento da floresta, vigilância e primeira intervenção.
O primeiro-ministro e o ministro da Agricultura entregaram as chaves de novas viaturas com equipamento a 44 equipas de sapadores florestais mais antigas do país, de 41 concelhos, que representou um investimento de 2,5 milhões de euros.
António Costa deixou ainda a promessa de, nos próximos dois anos, o Governo criar mais 200 equipas, com 1.000 elementos.
Ao mesmo tempo: "Vamos todos os anos fazendo o reequipamento que aqui iniciámos das equipas mais antigas", com a entrega de 35 e 42 viaturas em 2018 e 2019, respetivamente.
Costa promete determinação na reconstrução de casas afetadas em outubro
O primeiro-ministro, António Costa, prometeu hoje a quem perdeu as casas nos incêndios de outubro "a mesma energia e a mesma determinação" que tem havido na reconstrução na zona dos incêndios de Pedrógão, ocorridos em junho.
"Temos que impor, relativamente a estes incêndios de 15 de outubro, a mesma energia e a mesma determinação com que temos estado a desenvolver relativamente à tragédia do incêndio de Pedrógão", afirmou aos jornalistas, durante uma visita a uma casa que está a ser reconstruída na Quinta da Barroca, no concelho de Tábua.
Segundo António Costa, no que respeita à tragédia de Pedrógão, há "70% das casas concluídas ou em obra".
Os incêndios de 15 e 16 de outubro tiveram "consequências de uma dimensão muitíssimo superior", lembrou: "Não estamos a falar de 268 casas, estamos a falar de 1.483 casas".
O governante disse que, "neste momento, estão já 159 concluídas e em obra", como é o caso da que hoje visitou.
De acordo com o primeiro-ministro, nos incêndios de outubro foram afetados 36 concelhos, "uma extensão muito grande" e, em vez de serem 10 milhões de euros para a reconstrução das habitações, serão 75 milhões de euros.
"Só na componente de primeiras habitações temos 75 milhões de euros. É um esforço muito grande e o que estamos a ver é o ponto de situação de dois meses e dois dias depois da ocorrência", frisou.
Tal como aconteceu em Pedrógão, "tem havido uma mobilização de recursos diversos: nuns casos, os proprietários tinham seguros, noutros casos, tem-se recorrido a outros mecanismos de apoio".
A proprietária da casa hoje visitada, Teresa Mendes, disse que, no seu caso, para já, é o empreiteiro que está a suportar os custos.
António Costa explicou que, relativamente aos incêndios de outubro, a verba para a reconstrução das casas terá como origem sobretudo o Orçamento do Estado.
"Em junho, houve uma grande solidariedade espontânea da sociedade civil. A 15 de outubro, os recursos já tinham sido mais concentrados no primeiro incêndio e aqui o Estado tem de ter um contributo maior. É isso que está previsto no Orçamento do Estado para 2018", acrescentou.
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