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"O País precisa de perceber porque está a morrer tanta gente": Luís Montenegro sobre a capacidade de resposta do SNS

Presidente do PSD esteve, esta sexta-feira, reunido com o novo bastonário da Ordem dos Enfermeiros.

19 de janeiro de 2024 às 20:04
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'O País precisa de perceber porque está a morrer tanta gente': Luís Montenegro sobre a capacidade de resposta do SNS

O presidente do PSD, esteve, esta sexta-feira, reunido com o novo bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira.

No final da reunião, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, criticou a atual capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando-a "débil". "O País precisa de perceber porque está a morrer tanta gente em Portugal. Não podemos banalizar tantas mortes", afirmou o político.

"Alguma coisa está a acontecer na prestação dos cuidados de saúde para esta triste realidade", acrescentou.

Recorde-se que nas primeiras duas semanas de janeiro de 2024, Portugal registou 5.542 mortes, sendo o início de ano em que mais pessoas morreram desde 2021, durante a pior fase da pandemia de covid-19 no país, segundo dados oficiais.

Luís Montenegro realçou a importância dos enfermeiros nos serviços da saúde. Considera que a incapacidade de resposta se deve às dificuldades do ainda atual governo para analisar e gerir os problemas do sistema.

Para o presidente do PSD o "Estado tem de salvaguardar o acesso aos cuidados de saúde". É preciso apostar na prevenção de doenças e bem-estar dos cidadãos, preocupações que o partido "quer introduzir no programa eleitoral".

O presidente do PSD reiterou o compromisso de, se vencer as eleições legislativas de 10 de março, "no primeiro dia" do seu Governo "apresentar um programa de emergência para acabar com o que se está a passar nas urgências e nos tempos de espera para consultas e cirurgias".

Nesta ocasião, Montenegro não quis alongar-se sobre outras perguntas, nomeadamente sobre a ausência de Pedro Passos Coelho da convenção que a coligação Aliança Democrática (AD) realiza no próximo domingo, mas em que estará o antigo vice-primeiro-ministro e ex-líder do CDS-PP Paulo Portas.

"Teremos muitas oportunidades de ter jornadas de interação com os portugueses, a de domingo é uma delas, teremos outras e apresentaremos os nossos protagonistas em cada uma das jornadas consoante sejam as nossas intenções", disse, considerando que "não é uma matéria que preocupa os portugueses, quem vai ou não" a esta iniciativa da AD.

Ainda sobre saúde, o líder do PSD voltou a acusar o Governo de ter uma visão ideológica sobre este setor, contrapondo que, para um futuro executivo da AD, prestar um cuidado de saúde "não será sequer uma opção ideológica, é uma obrigação do Estado".

"O Governo, que tem sido tão diligente nas últimas semanas em exercícios de campanha eleitoral e lançamento de primeiras, segundas e terceiras pedras quando já está em gestão, no que é mais essencial não está a responder", lamentou.

No final da reunião com o novo bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, eleito em novembro e que sucedeu a Ana Rita Cavaco, Montenegro disse ter a noção da importância destes profissionais.

"É nosso propósito que, de forma gradual, possamos melhorar o estatuto remuneratório dos enfermeiros e que o nível da progressão das carreiras possa corresponder às suas expectativas", disse.

O novo bastonário deixou um repto ao líder do PSD para que possa haver "um acordo político para a saúde com os diversos partidos" e avisou que estará atento ao número de vezes que o programa eleitoral da AD conterá a palavra enfermeiros.

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