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Aguiar-Branco defende que avaliação dos procedimentos seguidos perante tempestades deve ser feita em momento posterior

Presidente da AR diz que "haverá oportunidade de questionar quem deve ser questionado" sobre como se atuou face ao mau tempo.

05 de fevereiro de 2026 às 14:55

O presidente da Assembleia da República defendeu esta quinta-feira que este é o momento de ajudar a minimizar as consequências das mais recentes tempestades e a avaliação de como se atuou deve ser feita posteriormente em "momento oportuno".

Esta posição foi assumida por José Pedro Aguiar-Branco em declarações à agência Lusa, depois de interrogado sobre o facto de a Assembleia da República não ter realizado esta semana qualquer debate em plenário sobre as consequências do mau tempo, tal como o PCP pediu.

De acordo com o presidente da Assembleia da República, "ninguém se opõe" no parlamento "a que se faça um debate longo e no momento certo em que todos poderão exprimir o que for necessário ser expresso".

"Haverá oportunidade de questionar quem deve ser questionado sobre este momento", respondeu, numa alusão ao debate quinzenal com o primeiro-ministro marcado para a próxima quarta-feira.

Na situação que motivou a rejeição da proposta de debate feita pelo PCP, segundo José Pedro Aguiar-Branco, havia uma deliberação resultante de uma conferência de líderes no sentido de que "nesta semana -- por ser uma semana particular no que diz respeito à lógica eleitoral - não haveria sessões plenárias".

"Uma decisão para que não houvesse algum desvio da atenção que deve ser dada ao tema das eleições presidenciais. E, quando há uma deliberação tomada neste sentido, tem de haver um acordo unânime para que não aconteça essa deliberação", frisou.

O pedido de debate do PCP foi rejeitado pelo CDS-PP e, num segundo momento, também pelo PSD, o que foi suficiente para que não se verificasse a unanimidade necessária para alterar a ordem os trabalhos parlamentares.

Depois, José Pedro Aguiar-Branco assinalou que, "infelizmente", as consequências do mau tempo ainda estão "a ocorrer no terreno".

"A Assembleia da República não vai seguramente deixar de discutir o que for necessário discutir no que respeita ao debate democrático que esta situação obriga", assegurou.

Já sobre o modo como se está a processar no terreno a resposta por parte dos serviços do Estado, o presidente da Assembleia da República defendeu que "este é o momento de se prestar a ajuda necessário prestar a quem está a sofrer e quem está a ter toda a sua vida alterada".

"Haverá um momento oportuno para se poder fazer a avaliação, ver o que correu bem e o que correu mal, e aprender as lições que se devem retirar destas catástrofes. Este é o momento em que devemos salientar e louvar a solidariedade, o trabalho daqueles que estão a ajudar os outros. Estamos perante situações de uma dimensão que não estávamos habituados", advogou.

A seguir, o presidente do parlamento insistiu que "há um momento para tudo".

"E esse outro momento, o momento em que fazemos o balanço, as críticas, a análise do que foi bem e do que foi mal feito, e podemos corrigir o que seja necessário corrigir, há de ser outro que não é neste", acentuou.

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