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Aguiar-Branco salienta que Direitos Humanos são universais, inalienáveis e inegociáveis

Posições foram transmitidas pelo presidente da Assembleia da República na abertura da cerimónia de entrega do 31.º Prémio Norte Sul do Conselho da Europa, na Sala do Senado, no Parlamento.

19 de maio de 2026 às 13:31

O presidente da Assembleia da República salientou esta terça-feira o caráter universal, inegociável e inalienável dos Direitos Humanos e referiu-se à Palestina para defender o dever de proteger a imprensa livre no escrutínio de todos os poderes.

Estas posições foram transmitidas por José Pedro Aguiar-Branco na abertura da cerimónia de entrega do 31.º Prémio Norte Sul do Conselho da Europa, na Sala do Senado, no Parlamento, e que foi presidida pelo chefe de Estado, António José Seguro.

Nesta edição, foram distinguidos o professor islandês Bragi Guðbrandsson, defensor dos direitos da criança, e o jornalista palestiniano Rami Abou Jamous pelas suas reportagens e contribuição para a sensibilização das condições perigosas enfrentadas pelos jornalistas em Gaza.

"A minha liberdade, enquanto cidadão português e europeu, está ligada aos direitos de uma criança islandesa, está ligada à liberdade de imprensa no Médio Oriente, está ligada aos valores que partilhamos enquanto seres humanos", declarou o presidente da Assembleia da República, numa alusão aos dois premiados.

José Pedro Aguiar-Branco apontou que o testemunho de Bragi Guðbrandsson "lembra-nos que os Direitos Humanos começam na infância" e que o reconhecimento de Rami Abou Jamous "constitui também um sinal importante para os desafios que a Palestina enfrenta".

"Não me refiro, apenas, ao conflito em Gaza, mas também à defesa dos direitos humanos naquele território, à proteção efetiva dos direitos, liberdades e garantias, à liberdade de expressão e de informação, ao direito de informar e de ser informado, porque uma imprensa livre não serve apenas para escrutinar a guerra. Serve também para escrutinar os poderes", advertiu.

Na sua intervenção, José Pedro Aguiar-Branco assinalou que este ano se completam 50 anos da adesão de Portugal ao Conselho da Europa, referindo que o país era então "uma jovem democracia ainda em consolidação".

Portugal é europeu na sua identidade, mas universalista na sua vocação. Somos, desde sempre, um ponto de encontro entre culturas e povos, entre norte e sul", advogou.

Na perspetiva do presidente da Assembleia da República, valores como os Direitos Humanos não podem ser dados como adquiridos. E apontou que, "por demasiadas vezes", se assiste a cedências ao princípio da universalidade dos Direitos Humanos "para evitar acusações de ingerência nos assuntos internos de outros Estados, ou por mero interesse tático, geoestratégico e político".

A seguir, contrapôs que "os Direitos Humanos são universais. E universal significa exatamente isso: aplicam-se a todos".

"Não são uma particularidade europeia ou ocidental, não pertencem exclusivamente às democracias liberais, não nasceram de uma doutrina política, nem de uma convenção ideológica, são inalienáveis, inegociáveis, aplicam-se a qualquer homem e a qualquer mulher, independentemente do país onde vivem, da sua raça, religião, idade ou orientação sexual", acentuou.

O presidente do parlamento frisou ainda que "não existem meias liberdades, nem garantias pela metade", existindo sim "direitos, liberdades e garantias como um todo".

O Prémio Norte Sul do Conselho da Europa é atribuído anualmente pelo júri do Centro Norte Sul do Conselho da Europa, cuja sede é em Lisboa, e é uma distinção internacional que reconhece personalidades e instituições pelo seu contributo exemplar para a defesa dos direitos humanos, da democracia e do Estado de direito, bem como pela promoção do diálogo intercultural.

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