"As previsões indicam que continuaremos a crescer acima da média europeia quer em 2023, quer em 2024 e eu diria com grande probabilidade nos próximos anos", salientou o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro, António Costa, comparou esta terça-feira a evolução económica do país a uma maratona e pediu "foco na meta" do crescimento, salientando a importância do investimento empresarial e do aumento das exportações.
"O sucesso da estratégia de crescimento só pode resultar se, como os maratonistas, tivermos sempre os olhos focados na meta, e continuarmos todos, cada um a cumprir a sua parte deste trabalho conjunto para obter aquilo que creio que é a ambição de todos nós: que o país cresça mais, que se internacionalize mais e que possa criar mais e melhor emprego, melhor rendimento e melhor qualidade de vida no nosso país", defendeu António Costa.
O primeiro-ministro falava na sessão de abertura do 'Growth Forum', uma iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, na faculdade de economia NOVA SBE, em Lisboa.
Perante uma plateia de empresários, e um dia depois da apresentação do Programa de Estabilidade (PE) 2023-2027, o primeiro-ministro fez uma intervenção de cerca de 40 minutos na qual se focou na trajetória de crescimento do país acima da média europeia desde 2015, altura em que assumiu funções.
"Todos os anos entre 2000 e 2015, só em 2009 crescemos acima da média da União Europeia. Desde 2016, só em 2020, o ano mais grave da pandemia covid-19, crescemos abaixo da média europeia. (...) E todas as previsões indicam que continuaremos a crescer acima da média europeia quer em 2023, quer em 2024 e eu diria com grande probabilidade nos próximos anos", salientou.
Este crescimento acima da média europeia, continuou o primeiro-ministro, permitiu que Portugal se tenha "aproximado dos países mais desenvolvidos da Europa", estando agora "mais próximo da cabeça do pelotão".
"E quem já tenha falado alguma vez com um maratonista sabe bem que a pior forma de ganhar uma maratona é olhar para quem vem atrás de nós e não ter os olhos focados na meta. E os nossos olhos têm que estar focados na meta, que é estarmos na primeira linha dos países mais desenvolvidos da UE", disse.
Costa justificou este crescimento com dois fatores: o "grande investimento empresarial" e o crescimento das exportações.
"Temos razões para estar confiantes em relação ao futuro? Para que não digam que sou otimista, vou remeter-me a factos", disse o primeiro-ministro, começando por realçar o aumento das qualificações da população portuguesa como fator que contribui para o crescimento económico.
De acordo com o primeiro-ministro, "na geração dos 20 anos, 47% da população frequenta o ensino superior" sendo que a média europeia ronda os 42%.
Entre outros fatores de confiança no futuro, Costa realçou que a despesa com inovação e desenvolvimento atingiu 1,68% do PIB no ano passado, e ao nível da transição energética e digital, apontou que Portugal, segundo a Comissão Europeia, "é o país melhor colocado para atingir a neutralidade carbónica em 2050".
O primeiro-ministro enalteceu a credibilidade internacional do país, que é conhecido por ser "um dos países mais seguros do mundo, pacíficos e estáveis", vantagem que tem que saber conservar "em todas as dimensões".
António Costa acrescentou que Portugal dispõe nos próximos anos de "um quadro de investimento importante", com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o PT2030.
Por último, Costa considerou como "a prova do algodão" a existência de investimentos no país, realçando que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal está atualmente a acompanhar "104 intenções de investimento que a ser concretizadas representariam um investimento total de 14,5 mil milhões de euros".
Costa defendeu também uma política comercial da UE mais ativa, que tem de concluir o acordo de investimentos com a Índia, México, Chile e que tem de compreender "de uma vez por todas que não há proteção possível para a produção da carne de vaca na Europa que justifique" o adiamento da assinatura do acordo económico entre a UE e o Mercosul.
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