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Políticos reagem à morte de Rui Pena

Marcelo recorda "um patriota esclarecido, um homem bom e empenhado no bem comum do seu país"

08 de janeiro de 2018 às 13:12

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta segunda-feira a morte do advogado e antigo ministro Rui Pena, considerando que Portugal perdeu "um patriota esclarecido" e "um homem bom".

Rui Pena, antigo ministro da Reforma Administrativa e ministro da Defesa Nacional morreu esta segunda-feira, aos 78 anos, vítima de doença prolongada.

Numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa recorda-o como "advogado de causas e empenhado cidadão na defesa da liberdade, da democracia e do personalismo cristão".

"Ao longo da sua vida, Rui Pena foi um lutador pelos princípios em que acreditava, uma voz serena e discreta, que marcou de forma indelével todos quantos tiveram o privilégio de o conhecer. Portugal viu partir um patriota esclarecido, um homem bom e empenhado no bem comum do seu país", lê-se na mensagem do chefe de Estado.

O Presidente da República afirma que Rui Pena foi um "jurista eminente, docente universitário especializado na área do Direito Administrativo" e, no plano político, exerceu as funções de ministro da Reforma Administrativa e de ministro da Defesa, "cargos onde procurou contribuir, com o seu saber e a sua experiência, para a dignificação da Administração Pública e Forças Armadas Portuguesas".

"Ao tomar conhecimento do falecimento de Rui Pena, transmiti pessoalmente à família enlutada as minhas mais sentidas condolências", refere Marcelo Rebelo de Sousa.  O Presidente da República  recorda um "advogado de causas e empenhado cidadão na defesa da liberdade, da democracia e do personalismo cristão".

António Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou esta segunda-feira que o democrata-cristão Rui Pena, advogado e antigo ministro, foi "um cidadão exemplar e um político notável a quem o país muito deve".

"Foi com profunda tristeza que soube da morte de Rui Pena. Tive o enorme privilégio de com ele trabalhar intimamente desde a Revolução de Abril de 1974, incluindo o enorme prazer de ter sido seu colega de Governo", refere o secretário-geral das Nações Unidas, numa nota enviada à agência Lusa.

António Costa

Já o primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que o antigo ministro e advogado Rui Pena foi "um jurista ilustre" e um cidadão politicamente empenhado, sobretudo no período fundador da democracia portuguesa após o 25 de Abril de 1974.

"Foi com profunda tristeza que tomei conhecimento do falecimento do doutor Rui Pena", refere uma nota do líder do executivo.

Ferro Rodrigues

O presidente da Assembleia da República salientou esta segunda-feira que antigo ministro Rui Pena, que faleceu aos 78 anos, foi um "eminente advogado", destacando também a sua "nobreza de caráter" e um percurso de "cidadão empenhado".

Numa nota enviada à comunicação social, Ferro Rodrigues refere que o democrata-cristão Rui Pena "era, desde há muito, uma das vozes mais respeitadas na área do Direito Administrativo".

Ferro Rodrigues recorda também que Rui Pena teve "uma intensa atividade política no seu currículo", primeiro como "destacado militante do CDS, tendo assumido a pasta da Reforma Administrativa do II Governo Constitucional, quando, pela mão do então primeiro-ministro, Mário Soares, o PS se coligou com o CDS".

"Além da nobreza do seu caráter, tive oportunidade de testemunhar as suas qualidades profissionais e cívicas e a sua dedicação ao serviço público no XIV Governo Constitucional, quando, entre 2001 e 2002, Rui Pena assumiu a pasta da Defesa Nacional, sendo eu ministro do Equipamento Social", aponta ainda o presidente da Assembleia da República.

Freitas do Amaral

O fundador do CDS, Diogo Freitas do Amaral, lamentou a morte do seu "grande amigo" Rui Pena, recordando a vocação parlamentar e os "trabalhos legislativos de grande valor" que elaborou.

"Era um grande amigo meu. Foi um aluno brilhante na Faculdade de Direito de Lisboa, foi fundador do CDS e esteve sempre presente nos órgãos dirigentes do partido de 1974 a 1982", sublinhou, em declarações à agência Lusa, Freitas do Amaral, ex-líder do CDS e antigo vice-primeiro-ministro.

De acordo com o ex-candidato a Presidente da República e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Pena "tinha particular vocação para os trabalhos parlamentares, tendo sido líder do grupo parlamentar do CDS vários anos".

Freitas do Amaral recordou também que Rui Pena "foi ministro da Reforma Administrativa no Governo PS-CDS, em 1978, e no Governo do PS chefiado por António Guterres foi ministro da Defesa".

"Em ambos os cargos elaborou trabalhos legislativos de grande valor, que infelizmente ainda não foram publicados. Espero que o PS ajude a fazê-lo", afirmou ainda Diogo Freitas do Amaral.

Assunção Cristas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, lamentou a "perda profunda de um verdadeiro democrata-cristão", referindo-se a Rui Pena como "um homem sábio e sensato, dedicado a Portugal e aos princípios éticos".

Para a líder centrista, a morte de Rui Pena significa a "perda profunda de um verdadeiro democrata-cristão, um homem sábio e sensato, dedicado a Portugal e aos princípios éticos", "um político com um grande sentido de Estado e um maior ainda sentido humanista".

Assunção Cristas recordou, numa nota escrita enviada à Lusa, como, há cerca de um ano, na homenagem aos antigos líderes parlamentares, "Rui Pena pediu a palavra e, de improviso, discursou e emocionou todos os presentes".

"Um dos impulsionadores da Aliança Democrática, europeísta e atlantista, foi sempre um democrata-cristão, acima e à parte dos partidos, um defensor de políticas reformistas pela inclusão social e contra a pobreza", lê-se na nota.

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