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Correio da Manhã

Política

Automóveis pagam alívio do IRS em 2018

Governo arrecada 291,1 milhões com aumento dos impostos, mais do que vai perder com descida do IRS.
Bruno de Castro Ferreira 17 de Outubro de 2017 às 01:30
Impostos aplicados pela compra e circulação dos automóveis vão pesar mais no bolso dos condutores no próximo ano
Automóvel
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Impostos aplicados pela compra e circulação dos automóveis vão pesar mais no bolso dos condutores no próximo ano
Automóvel
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Impostos aplicados pela compra e circulação dos automóveis vão pesar mais no bolso dos condutores no próximo ano
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Os condutores portugueses vão pagar o alívio de IRS que o Governo vai fazer no próximo ano. Ao todo, o Executivo de António Costa espera que o aumento de impostos sobre os automóveis renda 291,1 milhões de euros. É mais do que os 230 milhões que o Estado perderá em receitas com o desdobramento dos segundo e terceiros escalões de IRS.

"Todos os anos o setor é confrontado com aumentos de impostos. É sistemático. O automóvel é sempre o bombo da festa", disse ao CM Jorge Neves da Silva, da ANECRA -Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel. O organismo contesta o aumento do IUC - Imposto Único de Circulação (pago uma vez por ano), do ISP - Imposto sobre Produtos Petrolíferos (incorporado no preço dos combustíveis) e do ISV -Imposto sobre Veículos (pago aquando da compra de carro novo).

A este último imposto é ainda preciso aplicar IVA, o que eleva o preço a pagar pelos condutores.

O IUC é o imposto que mais vai crescer. As receitas passam de 356,2 milhões de euros este ano para 395,4 no próximo - um aumento de 11%. Já o ISV deve render 823,3 milhões, quase mais 50 milhões do que o montante previsto para este ano.

No entanto, a galinha dos ovos de ouro das Finanças é o ISP. O imposto sobre o gasóleo e a gasolina deverá render, em 2018, quase 3,6 mil milhões de euros, mais 200 milhões de euros do que este ano.

"Haver mais rendimento disponível para os trabalhadores e pensionistas é bom porque isso ajuda a aumentar as vendas, mas esse efeito é neutralizado pelo efeito dos impostos indiretos", disse Jorge Neves da Silva.

A ANECRA sugere o regresso da política de incentivo ao abate de veículos em fim de vida. Além disso, a associação propõe uma discriminação positiva para quem conduza veículos pouco poluentes, como os híbridos, por exemplo.

SAIBA MAIS 
171 510
automóveis vendidos em Portugal entre janeiro e setembro deste ano. Quase mais 12 600 veículos do que no mesmo período do ano passado, segundo dados da ANECRA. A associação destaca o crescimento de carros de aluguer para turistas.

Carros têm 12,4 anos
A idade média do parque automóvel português é de 12,4 anos, disse ao CM Jorge Neves da Silva, da ANECRA. "Há poucos anos, a idade média era pouco mais de oito anos. É preciso mudar isto. É um questão ambiental", alegou o dirigente.
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