Comissão Europeia refere que estes cinco projetos visam "ajudar os países da União Europeia (UE) a reforçarem as suas capacidades de defesa ao desenvolverem em conjunto sistemas militares".
A Comissão Europeia propôs esta sexta-feira criar cinco projetos comuns de Defesa da União Europeia, com Portugal a integrar três, relativos a 'drones', sistemas de defesa aérea e segurança marítima.
Em comunicado, a Comissão Europeia refere que estes cinco projetos visam "ajudar os países da União Europeia (UE) a reforçarem as suas capacidades de defesa ao desenvolverem em conjunto sistemas militares".
"Os novos projetos proporcionam um quadro de cooperação que permite aos países da UE trabalharem em conjunto em grandes iniciativas de Defesa que são demasiado ambiciosas ou complexas para serem desenvolvidas num único país", indica o executivo comunitário.
Portugal integra três destes projetos esta sexta-feira propostos pela Comissão Europeia, designadamente o intitulado DECODER, que, segundo o executivo comunitário, "pretende dotar as forças armadas europeias de sistemas de 'drones' e de combate a 'drones' modernos, adaptáveis, escaláveis e interoperáveis".
Segundo a Comissão Europeia, este projeto vai expandir a capacidade de produção destes sistemas e criar uma "Rede Europeia de Centros de Tecnologia de 'Drones'", que facilitará testes, a inovação e uma "rápida modernização das Forças Armadas".
Outro projeto integrado por Portugal visa criar uma arquitetura europeia conjunta de defesa marítima e dos fundos marinhos, reforçando a capacidade da UE de "prevenir, detetar, dissuadir e responder a ameaças" nesse domínio.
O executivo refere que este projeto irá apoiar "a aquisição conjunta de plataformas navais, sistemas submarinos, sistemas não tripulados e capacidades de guerra submarina".
"O projeto vai reforçar a proteção das infraestruturas marítimas e submarinas críticas, incluindo portos, instalações 'offshore', cabos submarinos, oleodutos e gasodutos", frisa a Comissão Europeia.
O terceiro projeto integrado por Portugal tem como objetivo desenvolver uma "capacidade coletiva e eficaz de defesa aérea e antimíssil integrada", incluindo através de "capacidades de alerta precoce e considerações em matéria de comando e controlo".
O intuito é garantir não só que os Estados que integram este projeto obtenham "capacidades relevantes" nesta matéria, mas também que as "diferentes soluções nacionais possam ser eficazmente integradas e empregues de forma conjunta, incluindo sensores, sistemas de interceção e mecanismos de comando e controlo".
Além destes três projetos integrados por Portugal, os dois restantes esta sexta-feira apresentados pela Comissão Europeia são relativos ao espaço e à defesa do flanco oriental da UE.
O Conselho da UE, que representa os governos dos Estados-membros, terá agora de aprovar estes projetos para poderem receber financiamento europeu, estando prevista uma verba inicial de 325 milhões de euros, mobilizados através do Programa Europeu de Defesa Industrial.
"O financiamento permitirá apoiar a fase inicial de implementação dos projetos e estabelecerá as bases para um eventual financiamento adicional através do futuro Fundo Europeu para a Competitividade", refere a Comissão Europeia.
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