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Câmara de Lisboa tem obra em curso após deslizamento de terras na Graça

Deslizamento de terras devido ao mau tempo continua a obrigar ao realojamento de moradores.

24 de fevereiro de 2026 às 22:56

A Câmara de Lisboa tem em curso uma obra para estabilização do talude na zona da Graça, após deslizamento de terras devido ao mau tempo, que continua a obrigar ao realojamento de moradores, revelou, esta terça-feira, a vereadora das Obras.

"Já estamos em obra, já estamos em campo, por via de levantamento topográfico, por via de sondagens geológicas, e a avançar com um procedimento de conceção/construção para a estabilização do talude e drenagem de águas", afirmou a vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público, Joana Baptista (independente indicada pelo PSD).

A autarca falava na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, no âmbito a apresentação do trabalho do município entre dezembro e janeiro, em resposta a questões de deputados do PEV e do BE sobre o deslizamento de terras na Graça e a evacuação preventiva de edifícios.

No dia 10 de fevereiro, foi registado um deslizamento de terras na freguesia da Graça, em Lisboa, o que levou à retirada de sete pessoas de três edifícios da Rua Damasceno Monteiro, como "medida preventiva e por precaução".

De acordo com a vereadora Joana Baptista, em causa está o talude entre a Rua Damasceno Monteiro e a Travessa Terras do Monte, que "é um talude com uma expressão de área muito significativa", que já teve uma intervenção da Câmara Municipal de Lisboa em 2010, bem como em 2017, para consolidação e estabilização do talude.

Na sequência das recentes condições meteorológicas adversas, "voltou a acontecer um aluimento de terras em área que ainda não foi intervencionada", adiantou a responsável pelas Obras em Espaço Público.

"Todos os moradores estão devidamente informados. Todos aqueles que foram realojados vão ter de assim permanecer", referiu, explicando que as casas ainda não oferecem condições de segurança e adiantando que os logradouros da Rua Damasceno Monteiro também terão de ficar por agora interditados.

"Em curso estará uma obra com uma grande projeção nos próximos meses", indicou.

A este propósito, o BE apresentou uma recomendação para que a câmara "tome medidas imediatas de estabilização e contenção da encosta", proposta que foi aprovada com os votos contra de IL e CDS-PP.

Sobre os impactos do mau tempo na cidade, em resposta ao PCP, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), disse que o levantamento de prejuízos ainda está a ser feito, mas prevê apresentar essa informação na quinta-feira, adiantando que são "milhões de euros" em danos e ressalvando que "o Estado central tem de responder".

Carlos Moedas disse que as recentes intempéries provocaram "mais de 2.000 ocorrências" na cidade, destacando a necessidade de intervir "em mais de 200 ruas a tapar buracos" e realcanço o Plano Geral de Lisboa na minimização do risco de cheias.

O PS perguntou sobre a reforma na higiene urbana, uma vez que a câmara prevê a prorrogação dos contratos interadministrativos até 31 de dezembro de 2026, apesar de a gestão de Carlos Moedas considerar que a delegação de competências para as juntas de freguesia estava na origem dos problemas, ao que o autarca do PSD respondeu com a necessidade de um período de transição, afirmando que a partir de 2025 a recolha de lixo à volta das ecoilhas passa a ser assegurada pela Câmara Municipal.

O grupo municipal da IL questionou o programa Lisboa Sem Fios, empenhado na remoção de cabos mortos em fachadas e postes, tendo o vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato (independente indicado pelo PSD), revelado que "foram intervencionados, até agora, 330 edifícios e removidos cerca de 37 quilómetros de cabos", e a execução vai continuar na zona da Baixa, inclusive na freguesia de Santa Maria Maior, e com intervenções em Carnide, Avenidas Novas, Estrela, Beato e Graça, no primeiro semestre deste ano, e em Belém, Penha de França, Ajuda, Campo de Ourique, Arroios e São Vicente, no segundo semestre.

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