Líder do PS defendeu que uniu o partido porque quem "quer governar o país tem de começar por saber unir-se a si próprio".
O líder do PS considerou esta sexta-feira que os socialistas estão "vivos e bem vivos" apesar dos vaticínios de declínio, defendendo que uniu o partido porque quem "quer governar o país tem de começar por saber unir-se a si próprio".
No discurso na sessão de abertura da 25.ª reunião magna do PS, que decorre até domingo em Viseu, José Luís Carneiro considerou que o congresso é um momento "muito especial".
"Há cerca de oito meses assumi a liderança do nosso partido num contexto difícil. Num momento em que muitos questionavam o nosso futuro e determinavam mesmo o nosso declínio. Afinal, estamos vivos. E bem vivos!", defendeu.
Para o secretário-geral do PS reeleito, "um partido que quer governar o país tem de começar por saber unir-se a si próprio".
"Quem quer unir lá fora tem que começar por saber manter-se unido cá dentro", considerou, referindo que os seus primeiros objetivos como líder do PS "foram reconquistar a confiança das portuguesas e dos portugueses".
Carneiro afirmou que com a sua liderança uniu os socialistas, considerando que "unidade é diferente de unanimismo".
"Valorizando os militantes e respeitando a diversidade interna", enfatizou.
O líder do PS apontou que este congresso "acontece depois de meses muito exigentes".
"Meses em que o Partido Socialista foi chamado a provar a sua força, a sua resistência, a sua unidade e a sua relevância para o país", disse.
De acordo com Carneiro, "o PS continua profundamente ligado à sociedade portuguesa".
"Nas eleições autárquicas confirmou-se a força das nossas ideias no poder local. Nas eleições presidenciais contribuímos ativamente, até ao fim -- ao contrário de outros - para a união do campo democrático e para a derrota dos populismos e dos extremismos", apontou.
O líder do PS considerou que "o PS estará sempre com o povo e a democracia" e "nunca faltará a Portugal e aos portugueses".
"Na preparação deste Congresso chamámos personalidades da cultura, da economia, da ciência e da vida social. Chamámos jovens. Todos contam para a construção do nosso futuro", defendeu.
O líder do PS afirmou que o partido chega ao congresso "responsável e profundamente ligado" a Portugal, tendo percorrido todo o país no período anterior às eleições diretas para ouvir os portugueses e continuará a fazê-lo.
"A iniciativa 'Contamos todos' [o mote da moção global de estratégia de Carneiro] não acaba aqui. Continuaremos a ouvir regularmente a sociedade civil, no mesmo espírito e com a mesma intenção de transformar esta iniciativa num fórum permanente em articulação com o Conselho Estratégico do PS", anunciou.
No arranque da sua intervenção, no momento dos agradecimentos, Carneiro dirigiu uma palavra à presidente do Grupo Parlamentar dos Socialistas (S&D) no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia, que tinha acusado na sua intervenção o primeiro-ministro português de se "ajoelhar à extrema-direita", avisando que "aqueles que copiam a extrema-direita acabam por ser devorados por ela".
"É um gosto ter-te aqui e ver a emoção e os fundamentos na crença que temos numa Europa de paz, desenvolvimento e bem-estar. Obrigada por nos fazeres lembrar a nossa história comum. Somos contra quaisquer impérios da força, somos pelo império da lei. Parabéns pela vossa coragem em Espanha. Um abraço a Pedro Sánchez. Que continue a ser uma inspiração", disse.
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