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Correio da Manhã

Política
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Congresso do PSD termina hoje com discurso de Rio e eleição dos órgãos

Discursos deste sábado trouxeram divisões que marcaram últimos anos do partido com críticas de Hugo Soares e Luís Montenegro.
Lusa 9 de Fevereiro de 2020 às 07:34
Rui Rio
Rui Rio FOTO: José Coelho / Lusa
O 38.º Congresso do PSD termina este domingo com o discurso do líder reeleito, Rui Rio, mais virado para o país e para as críticas à governação socialista, depois de um sábado em que se testou a unidade interna no pós-diretas.

Com um arranque morno, foi a tarde de sábado que trouxe ao palco do Congresso de Viana do Castelo as divisões que marcaram os últimos dois anos do partido, com o mote a ser dado pelo antigo líder parlamentar Hugo Soares, ao avisar que o PSD não pode ser "socialista de segunda" e recebeu assobios e aplausos.

O clima tenso na sala repetiu-se com o discurso do candidato derrotado Luís Montenegro, que apesar de ter prometido contribuir para a "paz e unidade" no PSD, citou uma frase do fundador Sá Carneiro para avisar que não se calará.


Moção do líder social-democrata aprovada por uma "maioria clara"

O segundo dos três dias de trabalhos do 38.º Congresso Nacional do PSD terminou já este domingo, às 02:15, com uma sala praticamente vazia no centro cultural de Viana do Castelo, mas com Rui Rio presente até ao fim.

Já passava das 00h00 de domingo quando a moção de Rui Rio foi aprovada por uma "maioria clara" dos delegados, com poucos votos contra e algumas abstenções, tal como todas as propostas temáticas.

Todas as propostas temáticas - que não têm um efeito vinculativo - foram aprovadas pelo Congresso, incluindo a que propõe um referendo à eutanásia ou a que defende a introdução de primárias para a eleição do líder do PSD.

A atual moção do presidente do PSD defende que o partido estará "a partir de 2021 em condições reforçadas para governar Portugal", num texto omisso sobre eleições presidenciais.

Na moção "Portugal ao Centro", Rui Rio estabelece como prioridade as eleições autárquicas de 2021, lembrando as perdas registadas pelo partido em 2013 e 2017.

O segundo dia dos trabalhos foi dominado pelo debate político, com as autárquicas de 2021 muito presentes nos discursos, numa tarde marcada pela intervenção dos candidatos derrotados nas diretas, Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz.

O eurodeputado Paulo Rangel lançou o repto para que a eutanásia seja alvo de referendo e não decidida nas "costas dos portugueses".

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