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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

António Costa recusa nacionalizar Correios

Futuro dos CTT e do serviço postal aqueceu último debate quinzenal do ano.

21 de dezembro de 2017 às 01:30

A reestruturação dos CTT, a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no Montepio e os insultos pessoais marcaram esta quarta-feira o último debate do ano. Assunção Cristas ofereceu um espelho retrovisor a António Costa e, na resposta, o primeiro-ministro acusou a líder do CDS de ser "irrelevante politicamente".

Foi o Bloco de Esquerda quem primeiro trouxe o tema dos CTT à Assembleia. "O que a direita fez com o negócio danoso da privatização foi um assalto ao País", atirou Catarina Martins.

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António Costa recusa nacionalizar Correios

Na resposta, Costa disse que partilha "as preocupações" e relembrou que o "Governo já criou um grupo de trabalho" para avaliar a forma como o serviço postal está a ser feito.

"O que nós queremos não são multas mas um bom serviço", disse António Costa que assumiu não ser "intenção do Governo nacionalizar os CTT".

O clima incendiou-se após a intervenção de Assunção Cristas que pediu esclarecimentos sobre a entrada da SCML no capital do Montepio. Na resposta, Costa quis saber por que razão Cristas já não faz perguntas sobre a dívida. "A senhora deputada andou apaixonada pela dívida", disse Costa antes de anunciar que a dívida líquida vai ficar em 119% do PIB este ano. "A senhora deputada tem aquela coerência de salta-pocinhas e pergunta sempre sobre o tema do dia", acusou Costa.

Sobre a questão do Montepio, Cristas acusou o Governo de estar "mais preocupado com a grande família socialista do que com os que mais precisam" e entregou um espelho retrovisor a Costa pedindo ao primeiro-ministro que veja "o legado socialista".

O chefe de Governo respondeu com insultos. "A senhora quanto mais irrelevante politicamente é mais sobe o tom que usa no debate político. Mas a senhora foi a eleições e, fora o que conseguiu à boleia do PSD, tem um partido que vale 2,59% da sociedade portuguesa. É essa a sua relevância".

OE chegou a Belém e será promulgado já esta semana

O Presidente da República recebeu ontem, às 18h05, o Orçamento do Estado para 2018 para análise e posterior promulgação. O documento chegou um dia mais cedo do que no ano passado.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve em contacto com os serviços do Parlamento que lhe foram enviando versões preliminares ao longo das últimas duas semanas. O chefe de Estado já tinha feito saber que não quer debruçar-se sobre o documento na semana entre o Natal e o Ano Novo.

Por isso, Marcelo deve decidir a promulgação do Orçamento do Estado para o próximo ano ainda durante esta semana.

Greve nos CTT paralisa correio hoje e amanhã

Os trabalhadores dos CTT estão hoje e amanhã em greve pela manutenção dos 800 empregos que a administração quer cortar. Durante estes dois dias a correspondência não deve ser distribuída com os efeitos a sentirem-se sobretudo no Correio Azul.

Entretanto, o Presidente da República afirmou ontem que compete à Anacom verificar o cumprimento do contrato de serviço público universal postal.

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