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Diretora de Cultura do Centro está de "consciência tranquila" e não se demite

Afirmações da responsável foram feitas em resposta a acusações dos deputados do PCP e do BE.

04 de abril de 2018 às 11:50

A diretora regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, disse esta quarta-feira, no parlamento, estar de "consciência tranquila" sobre as declarações que fez sobre apoios públicos às artes naquela região, e recusou demitir-se do cargo.

As afirmações da responsável foram feitas em resposta a acusações dos deputados do PCP e do BE, na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, sobre as declarações proferidas há um mês, em Leiria, quando elogiou uma companhia de teatro que "não pedia dinheiro" ao Estado.

"Tenho a consciência tranquila e não me demitirei", disse Celeste Amaro, acrescentando que não se sentia "minimamente beliscada" com as declarações que aqueles partidos consideraram "gravíssimas" e "altamente ofensivas para os artistas".

Celeste Amaro está a ser ouvida na Comissão de Cultura da Assembleia da República, na sequência de um requerimento do grupo parlamentar do PCP sobre as declarações que proferiu acerca da não-candidatura a apoios públicos às artes por parte do Leirena Teatro.

Na terça-feira, as distritais do Bloco de Esquerda da Região Centro exigiram que o ministro da Cultura demita de imediato da diretora regional de Cultura do Centro.

Em causa estão declarações de Celeste Amaro feitas em Leiria no dia 02 de março: "Vim cá a Leiria porque, por incrível que pareça, não me pediram dinheiro [o grupo Leirena]. Como é possível? Ainda por cima na área do teatro! Foi algo que me tocou bastante. É uma lição de como um grupo de teatro profissional, com três atores, que se dedica de corpo e alma ao seu trabalho, vive sem pedir dinheiro, não incomoda a administração central".

Na sequência destas declarações e depois de vários protestos, incluindo uma petição que exige a demissão da responsável, os coordenadores distritais do BE de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém e Viseu exigem que o ministro Luís Filipe Castro Mendes substitua de imediato Celeste Amaro, já que esta "demonstrou não saber estar à altura da dignidade do cargo para o qual foi nomeada".

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