Líderes partidários desceram a Avenida da Liberdade.
Livre, PCP, BE e PAN criticaram, este sábado, prioridades do Governo, sobretudo o pacote laboral, e a IL elogiou o discurso do presidente do parlamento, numa descida da Avenida da Liberdade em que a juventude foi mencionada pelos líderes partidários.
À margem da tradicional marcha na Avenida da Liberdade, em Lisboa, para celebrar a Revolução dos Cravos, o porta-voz do Livre Rui Tavares acusou o executivo de ser de uma "direita muito radicalizada", apesar de uma "falsa moderação" na intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, na sessão solene, e de um pacote laboral que "só agrada a um dos lados" da negociação.
Para o líder do Livre, a direita, por estar a "ver-se a perder a popularidade", está a tentar avançar apressadamente o máximo de que conseguir de uma "agenda austeritária", inspirada, argumentou, na do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
Rui Tavares alertou ainda para a necessidade de defender o sistema democrático, considerando que cabe agora aos jovens serem "guardiões da democracia".
"A democracia não é, nunca foi, uma promessa de resolver todos os problemas a toda a gente, mas é de que toda a gente pode contribuir para resolver os nossos problemas", frisou.
Os jovens foram também mencionados pela presidente da IL, Mariana Leitão, que afirmou que os mais novos "anseiam que haja mudanças concretas para que não sejam obrigados a sair" do país e possam ter uma vida melhor do que a geração que os antecedeu.
"Temos de ter essa responsabilidade de dar essas soluções e estar aqui é também uma demonstração de que queremos essa mudança", considerou, insistindo ainda na necessidade de o Governo levar a discussão sobre a lei laboral para a Assembleia da República.
Mariana Leitão fez também elogios ao discurso do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, na sessão solene, afirmando que foi feito um alerta para "algo muito importante", a necessidade de a classe política "não se fechar em si própria" e não aderir a populismos.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, referiu igualmente a juventude, salientando a presença no desfile dos "filhos e netos da Revolução" que procuram "que cada uma das suas conquistas, cada um dos seus direitos, tenha expressão na sua vida".
O líder comunista defendeu a necessidade de cumprir o que está consagrado na Constituição, como o direito à saúde, habitação e vida digna, e argumentou que "tudo isso é incompatível com o pacote laboral" proposto pelo Governo.
Raimundo disse ainda ter visto, no discurso do Presidente da República, António José Seguro, na sessão solene, uma referência à revisão da lei laboral, embora a questão não tenha sido diretamente mencionada pelo chefe de Estado.
Pelo BE, o coordenador José Manuel Pureza defendeu que para Seguro ser coerente com o que disse no seu discurso, só tem como opção "vetar o pacote laboral", se este for aprovado no parlamento.
"O pacote laboral é um contributo muito relevante para empobrecer a população trabalhadora, quer em termos de direitos, quer mesmo em termos de materiais", criticou.
A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, desejou que o 25 de Abril "continue bem vivo na memória e dia a dia dos portugueses" e referiu que a presença significativa de juventude na marcha "demonstra precisamente que há jovens que querem assegurar os seus direitos, as suas liberdades".
Sousa Real disse ainda ter visto no discurso de Seguro "vários recados" para o primeiro-ministro, acrescentando que isso "demonstra que tem estado atento às prioridades absolutamente erradas por parte deste Governo".
"Quando assistimos que as prioridades e as reformas que este país tem feito têm sido deitar abaixo bandeiras arco-íris, a lei das burcas, agora o pacote da reforma laboral, estamos a falar em retrocessos", criticou.
Milhares de pessoas iniciaram, este sábado, a marcha para assinalar o 52.º aniversário do 25 de Abril na avenida da Liberdade, em Lisboa, com a presença de todas as gerações, entre uma profusão de reivindicações e cravos vermelhos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.