"Portugal reúne condições únicas para transformar a energia num verdadeiro ativo estratégico", diz Castro Almeida em comunicado.
O Governo lançou a Estratégia Industrial Verde com o objetivo de posicionar Portugal como um "destino competitivo para o investimento industrial ligado à descarbonização, à transição energética e à inovação", foi este sábado anunciado.
Num comunicado, o Governo indicou que pretende, através desta agenda económica projetada até 2040, identificar as medidas necessárias para ultrapassar os constrangimentos ao investimento, tirando proveito das "vantagens competitivas claras", nomeadamente um preço enérgico 30% inferior à média da União Europeia.
"A Estratégia Industrial Verde, cujo despacho que determina a sua elaboração entrou em vigor a 25 de junho, irá identificar cadeias de valor prioritárias e do seu potencial de descarbonização e as oportunidades de investimento tecnológico, industrial e económico associadas à industrialização verde", lê-se no documento.
O executivo pretende impulsionar novas cadeias de valor como as indústrias pesadas verdes, aço descarbonizado, a eletrificação da economia, o armazenamento de energia, gases renováveis, captura e a utilização de carbono, a mobilidade elétrica e baterias.
"Portugal reúne condições únicas para transformar a energia num verdadeiro ativo estratégico, estas condições colocam o país numa posição privilegiada na nova geografia industrial europeia", afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, citado no comunicado.
A prioridade é capturar o valor económico da transição energética, "tirando partido da vantagem energética para reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas nacionais", sendo que, segundo o Governo, "a energia deixa assim de ser apenas um fator de custo para se afirmar como um ativo estratégico central à criação de valor e à atração de investimento".
"Esta Estratégia permitirá acelerar a substituição progressiva dos combustíveis fósseis através da eletrificação e da utilização de gases renováveis, ao mesmo tempo que promove tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono nos setores em que as emissões são mais difíceis de eliminar", afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, também citada no comunicado.
A proposta será desenvolvida por entidades como a Agência para a Energia (ADENE) e a Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), em colaboração com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Direção-Geral da Economia (DGE), com forte articulação com o tecido empresarial e científico.
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