Ministro das Infraestruturas disse que o Governo decidiu trabalhar neste passe após o "sucesso" do passe verde ferroviário.
O ministro das Infraestruturas disse, esta segunda-feira, que o Governo está a trabalhar numa solução de passe intermodal de escala nacional, que deverá ser apresentada nos próximos meses, após o "sucesso" do passe verde ferroviário.
Segundo o governante, o executivo já sinalizou essa intenção às empresas públicas do setor. "O Governo tem vindo a trabalhar, e ainda na semana passada reunimos com as grandes empresas de transportes do setor público, e sinalizámos a vontade de rapidamente apresentarmos um passe que tenha caráter nacional", avançou Miguel Pinto Luz durante a apresentação do balanço do passe ferroviário verde na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.
"O passo verde ferroviário foi um sucesso e estamos a trabalhar para nos próximos meses podermos apresentar uma solução de um passe intermodal, mas à escala nacional", acrescentou.
Miguel Pinto Luz defendeu que a nova solução se insere na estratégia do Governo de reforço do uso do transporte público. "Isto é essencial. Temos hoje mais portugueses a andar em transportes públicos. Queremos convidar ainda mais portugueses a andar em transportes públicos", disse.
Na mesma intervenção, o ministro assinalou o que classificou como um marco na adesão ao passe verde ferroviário: "Quisemos vir aqui sinalizar um momento absolutamente histórico. Um milhão de passes verdes ferroviários vendidos. É absolutamente único o sucesso desta medida" que entrou em vigor em 21 de outubro de 2024.
Pinto Luz anunciou também que, a partir do próximo mês, o passe verde ferroviário passará a estar disponível na aplicação Gov.pt.
"A partir de maio, no gov.pt, os portugueses que hoje têm o seu cartão de cidadão, a carta de condução, passarão a ter também nos seus telemóveis o passo verde ferroviário", declarou.
O governante reconheceu, no entanto, limitações de capacidade na resposta ao aumento da procura. "Sabemos que tem uma grande procura, a capacidade está no limite", disse, defendendo que "só com novos comboios vamos conseguir resolver o problema da capacidade".
"Por isso, o Governo, como sabem, tomou uma decisão histórica de adquirir 195 novos comboios para a CP, o maior investimento sempre em comboios para a CP", que totaliza 1,8 mil milhões de euros. "Isto é sinalizador que nos próximos anos, até 2030, todos os anos não teremos um único ano sem receber novos comboios", recordou.
O ministro lembrou ainda que a CP já recebeu os primeiros comboios, algo que não acontecia "em mais de 20 anos", no âmbito da aquisição de 22 automotoras à fabricante suíça Stadler, mas ressalvou que estas unidades ainda estão em processo de certificação.
"Temos um período de certificação que pode durar até um ano", afirmou, sublinhando que esse procedimento é "um fator de segurança para quem utiliza a ferrovia" e que, por isso, os novos comboios "não estarão em agosto seguramente".
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