page view

Hugo Soares diz que PS e Chega "casaram mesmo" nas alterações ao subsídio de mobilidade

Hugo Soares foi questionado sobre se havia um padrão no entendimento entre estes dois partidos.

01 de abril de 2026 às 17:57

O líder parlamentar social-democrata disse esta quarta-feira que PS e Chega "casaram mesmo" ao negociar e votar favoravelmente as propostas uns dos outros sobre subsídio de mobilidade, exigindo respeito quando o PSD faz o mesmo e dialoga com ambos.

Em declarações aos jornalistas depois de anunciar um acordo com o Chega para a lei da nacionalidade, Hugo Soares foi questionado sobre se havia um padrão no entendimento entre estes dois partidos.

"[Terça-feira] foi o Chega e o Partido Socialista que casaram juntos. Já não namoram só. Casaram mesmo. E eu digo-vos isto porque estou constantemente a ver no debate político, até os intervenientes políticos do Chega e do Partido Socialista, naquela birra infantil que já classifiquei, de dizer que quando nós falamos com o PS não podem falar com o PS, quando nós falamos com o Chega não podemos falar com uns e com outros, mas depois os dois podem tudo", enfatizou.

Em causa as votações em comissão na véspera para alterar a proposta do subsídio de mobilidade, tema em relação ao qual o líder parlamentar do PSD apontou que PS e Chega se juntaram.

"O Chega aprovou as do PS. O PS aprovou as do Chega. E não há ninguém que diga nada. O que vale para uns, não vale para outros. Eu respeito que os partidos possam ter esse diálogo. Agora o que exijo é que respeitam também aquilo que o PSD já está a fazer e que é o que estamos a fazer bem", criticou.

Segundo Hugo Soares, "nenhum noticiário" deu conta do que aconteceu no parlamento na véspera.

"Ontem o Partido Socialista e o Chega, aos olhos de todos, negociaram, acertaram, conversaram e votaram em conjunto, uns e outros, alterações ao subsídio social de mobilidade, que tem a ver, como sabem, com o transporte aéreo das regiões autónomas para cá", disse, referindo que "acabaram com o teto de limite para a aquisição dessas viagens".

O líder parlamentar do PSD afirmou que, com estas alterações, se voltou a colocar nas agências de viagem o ressarcimento do subsídio social de mobilidade, acabando com uma questão de princípio para a qual havia disponibilidade para fazer ajustes.

"Não vi uma linha escrita sobre isto. Não vi o doutor Eurico Brilhante Dias, aqui indignado, a dizer que o Partido Socialista estava a fazer um acordo com o Chega. Nem vi o doutor André Ventura dizer que não devia fazer acordos com o Partido Socialista. Mas eu respeito isso. O que eu não respeito é que, quando é o PSD que tem essa obrigação, de conversar com o Partido Socialista e com o Chega, me perguntem se há um padrão", condenou.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8