Mário Amorim Lopes referiu a polémica em torno da correção dos exames nacionais, a falta de água em Almada, o aumento do custo de vida, a crise na habitação ou as dificuldades de acesso à saúde.
O líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, garante que o Estado "está em falência", diz que que as pessoas estão "a ficar profundamente desiludidas" e acusa o Governo de não fazer reformas.
"O estado da Nação é um estado de falência. O Estado está a falir e eu creio que as pessoas estão a ficar profundamente desiludidas com o que está a acontecer em todas as áreas de atuação do Estado. Naquelas áreas onde o Estado não pode falhar, está a falhar", criticou.
Como exemplos, Mário Amorim Lopes referiu a polémica em torno da correção dos exames nacionais, a falta de água em Almada, o aumento do custo de vida, a crise na habitação ou as dificuldades de acesso à saúde.
"Eu creio que a palavra que caracteriza tudo isto é uma enorme, uma profunda desilusão com o estado do país. E o Estado está de facto em falência, não financeira, mas está em falência das suas instituições".
O deputado da IL teceu estas críticas em declarações à agência Lusa a propósito do debate sobre o Estado da Nação, que decorre na quinta-feira, no Parlamento.
Mário Amorim Lopes considerou que as pessoas "votaram na mudança, precisamente na expectativa de que algo iria mudar, que iria haver reformas".
"E ao fim destes dois anos, eu creio que as pessoas neste momento estão a sentir esta desilusão, de que de facto as coisas não estão a mudar, as reformas que são necessárias fazer não estão a ser feitas", assinalou.
Considerando que é preciso "dar esperança" à sociedade de que "Portugal não tem de continuar a definhar" e "pode ser um grande país", o líder parlamentar da IL adiantou que o partido vai propor "várias reformas" até ao final do ano.
Amorim Lopes falou numa "reforma fiscal profunda que faça com que o país consiga crescer mais, atrair mais investimento para Portugal", numa reforma da justiça, para que seja mais célere, e também numa reforma da Proteção Civil.
O líder parlamentar da IL defendeu que é preciso estabilidade para levar estas reformas a bom porto e que "todos os partidos, da esquerda à direita, têm essa responsabilidade de respeitar aquilo que foi a decisão soberana dos portugueses quando votaram e decidiram".
"Não pode haver nenhuma escapatória, nenhum bode expiatório, nenhuma desculpa para o Governo não governar e não reformar. E, portanto, nós temos de dar as condições de estabilidade para que o Governo não possa se vitimizar e dizer que não teve essas condições de estabilidade", salientou, indicando que a IL vai "fazê-lo sempre de uma perspetiva construtiva".
Quanto ao próximo Orçamento do Estado, o deputado indicou que a IL vai manter as exigências: "Enquanto os portugueses estiverem asfixiados com o peso do Estado, que não lhes dá margem, não lhes dá liberdade para poderem viver a sua vida, ter uma melhor condição de vida, para investir, para cumprir os seus sonhos, nós temos de garantir que o Estado sai da frente".
"Nós continuamos onde estamos, a nossa posição é a mesma, queremos um país melhor, mas para isso é preciso fazer as reformas. O PSD é que tem de decidir se está deste lado do reformismo ou está do lado da estagnação que tem levado a esta desilusão e se quer deixar tudo na mesma, tudo como está, e continuar a fazer esta navegação ou esta gestão à vista", desafiou.
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