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IL diz que nomeação de MAI é última oportunidade de Montenegro dar respostas concretas ao país

Mariana Leitão considera que o novo ministro da Administração Interna vai iniciar funções "num momento bastante desafiante para o país".

23 de fevereiro de 2026 às 13:57

A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, defendeu esta segunda-feira que a nomeação de Luís Neves como ministro da Administração Interna (MAI) é a última oportunidade do primeiro-ministro, Luís Montenegro, "dar respostas concretas ao país".

"Neste momento, é preciso não esquecer que já é o terceiro ministro da Administração Interna do Governo de Luís Montenegro e, portanto, parece-me já que é mesmo a última oportunidade que o senhor primeiro-ministro tem para dar respostas concretas ao país. Infelizmente também me parece que é uma última oportunidade para o país em resolver estes problemas", destacou.

No final de uma reunião com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, onde se inteirou dos prejuízos e constrangimentos deixados pelo mau tempo no concelho, Mariana Leitão considerou que o novo ministro da Administração Interna vai iniciar funções "num momento bastante desafiante para o país".

"Há áreas cruciais que precisam de atenção já. Desde logo a Proteção Civil, como é possível ver perante as crises que vamos tendo, há uma necessidade de reformulação da coordenação, da liderança: tem de haver uma liderança em momentos de crise, tem de haver uma responsabilidade e os meios têm de funcionar de forma coordenada e dar resposta", sustentou.

De acordo com a líder da IL, para além da área da Proteção Civil, o novo ministro da Administração interna terá também de ter em atenção o controle de fronteiras.

"Com a UNEF [Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras], que entretanto supostamente entrou em vigor, mas sabemos que tem problemas sucessivos nos aeroportos, com filas intermináveis. Estes desafios são relevantes e para os quais o ministro da Administração Interna tem de dar resposta rápida, concreta e não protelar, mais uma vez, porque são tudo coisas que já sabemos, estão identificadas e diagnosticadas", acrescentou.

Mariana Leitão aludiu também ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e à necessidade de "ter um destino".

"Estamos em mais um grupo de trabalho à espera dessas conclusões, mais uma vez, diagnósticos mais que feitos, duplamente feitos, triplamente feitos e sem consequências, Depois também, obviamente, ao nível das forças de segurança: há muito trabalho a fazer ao nível da administração interna", referiu.

Questionada pelos jornalistas sobre o perfil de Luís Neves para a pasta da Administração Interna, Mariana Leitão considerou tratar-se de "uma pessoa que levanta algumas questões, também já são conhecidas, por ter vindo da direção da Polícia Judiciária para o Governo".

"Levantam-se aqui algumas questões, mas eu não quero estar a pôr em causa a idoneidade das pessoas e, portanto, quero é que o Luís Neves faça o que é preciso ser feito, com rapidez e que não seja só mais um conjunto depois de boas intenções que depois não se materializam, não dão em nada", alegou.

Já sobre a capacidade do novo ministro da Administração Interna levar a cabo as reformas necessárias para esta área, entende que será possível "se tiver esse compromisso".

"Essa é que é a grande dúvida e é aí que vamos também, obviamente, fazer o nosso trabalho de, no fundo, garantir que o senhor ministro da Administração Interna faz o que é preciso ser feito", concluiu.

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