Mariana Leitão disse também que a IL dialogou com o Governo sobre as alterações que foram propostas, mas não falou com o Chega.
A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, apelou esta quarta-feira a que a lei da nacionalidade entre em vigor rapidamente sem "mais impedimentos" e considerou que será possível uma solução que garanta proporcionalidade e justiça.
"É importante que a lei entre em vigor rapidamente e que não haja mais impedimentos. Obviamente que tem de ser uma lei que garanta proporcionalidade, garanta justiça, garanta essas coisas todas, mas parece-me que agora, perante este esforço que foi feito pelo Governo, estaremos em condições de conseguir ter uma lei aprovada e que ela se torne uma realidade em breve", afirmou.
Mariana Leitão falava aos jornalistas depois de uma reunião com o diretor da Nova School of Business & Economics (Nova SBE), Pedro Oliveira, em Carcavelos (concelho de Cascais e distrito de Lisboa).
A líder da IL, um dos partidos que votou a favor dos decretos que acabaram devolvidos ao parlamento, considerou que foi feito "um esforço por parte do Governo de resolver algumas das questões que tinham sido levantadas pelo Tribunal Constitucional".
"Agora depende do sentido de voto dos outros partidos, como é óbvio, vai depender disso. Da parte da IL continuará a haver, como tem havido sempre, disponibilidade total para conseguir encontrar soluções. É isso que se pretende, parece-me que o texto do Governo já vai nesse sentido, agora ver o que é que decorrerá das votações desta tarde", defendeu.
Mariana Leitão disse também que a IL dialogou com o Governo sobre as alterações que foram propostas, mas não falou com o Chega.
Na ocasião, a presidente da Iniciativa Liberal foi instada também a comentar a escolha de Carlos Cabreiro, até agora diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), para novo diretor nacional da Polícia Judiciária.
Mariana Leitão começou por assinalar que "é uma pessoa que tem já um grande currículo dentro da própria Polícia Judiciária, numa área que ainda para mais tem tido cada vez mais expressão, infelizmente".
"Resta-me desejar-lhe boa sorte e que consiga desempenhar as suas funções, que consiga fazê-lo de forma a ter bons resultados para a Polícia Judiciária, que serão obviamente também bons resultados para o país, e desejo todo o sucesso possível", afirmou também.
Sobre a universidade que visitou esta manhã, a deputada considerou que é uma instituição "de referência" e "um exemplo de excelência, mérito e capacidade de trabalho".
Mariana Leitão considerou que "não parece que haja qualquer divórcio em cima da mesa" entre a Faculdade de Economia e a Universidade Nova e referiu que a reunião com a direção permitiu perceber os objetivos desta instituição de ensino superior para "continuarem este caminho com maior autonomia, uma maior capacidade de decisão, para poderem levar o sue projeto em frente, um projeto que é importantíssimo para o país".
Na sexta-feira, foi noticiado que a Nova SBE iria entregar já no início de abril à secretaria do ministro da Educação, Fernando Alexandre, uma proposta para se separar oficialmente da Universidade Nova de Lisboa.
Em declarações à Lusa no mesmo dia, a instituição negou "qualquer divórcio institucional" da universidade, mas a polémica levou o reitor a pedir uma audiência ao ministro da Educação.
Fonte da Nova School of Business & Economics (Nova SBE) afirmou que "a questão da autonomia, ou do grau de autonomia, é debatida há várias décadas dentro e fora da universidade, apenas como meio funcional para cumprir a missão da Nova SBE. Uma missão que requer descentralização, necessariamente, mas que não implica qualquer divórcio institucional, muito menos a saída da esfera pública".
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