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João Cotrim de Figueiredo lança movimento cívico "apartidário"

Declarações foram feitas depois de o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal ter ficado em terceiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais.

23 de janeiro de 2026 às 22:07

João Cotrim de Figueiredo veio anunciar esta sexta-feira a criação de um movimento cívico 2031, que refere ser "apartidário". "Vamos tentar congregar vontades", apontou em declarações numa entrevista à SIC Notícias, acrescentado que lhe faz confusão que "as pessoas que votaram" em si na primeira volta das presidenciais "fiquem sem um espaço". De acordo com Cotrim de Figueiredo, o movimento pretende "participar no debate público". 

"Pretendo que os votos que aderiram em massa [à candidatura presidencial] e que vieram de todos os partidos não fiquem sem um sítio onde possam manter essa energia", apontou. 

Sobre o apoio para os candidatos na segunda volta, João Cotrim de Figueiredo reitera "não ser dono dos votos dos eleitores" e aponta que "a escolha é péssima para os portugueses", entre "alguém como Seguro que já percebemos que não vai favorecer nenhuma reforma" e "alguém que tem uma visão presidencialista do cargo e que tem uma tendência para a instabilidade". "Não vou certamente votar André Ventura, isso posso dizer aqui", referiu contudo, sem esclarecer se iria votar em branco ou em António José Seguro. 

As declarações surgem depois de o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal na corrida a Belém ter afirmado que não tencionava recomendar o voto em qualquer um dos candidatos da segunda volta e ter apontado que os portugueses "serão confrontados com uma péssima escolha" entre Seguro e Ventura.

Cotrim Figueiredo fez ainda referência ao apelo que fez a Luís Montenegro para que o apoiasse, em vez de Marques Mendes. "Apesar do apelo que lhe fiz, Montenegro não pôs o interesse do País acima do seu interesse. Luís Montenegro não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro". O candidato presidencial não passou à segunda volta das eleições, que serão disputadas entre André Ventura e António José Seguro.  

Questionado sobre se o caso da denúncia de assédio contribuiu para que não conseguisse disputar a segunda volta, Cotrim responde que não faz ideia e que, se sim, "foi demasiado fácil alterar os resultados". "Espero que o destaque que foi dado à acusação seja o mesmo dado à decisão do Tribunal", referiu. 

Sobre planos futuros, Cotrim de Figueiredo refere que voltará a Bruxelas já na próxima segunda-feira, para continuar com o mandato de eurodeputado.

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