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Joaquim Cadete assume presidência da Parpública na segunda-feira

Foram também eleitos João Carlos da Silva Sacadura Pinhão, para vice-presidente, e os vogais executivos Ana Cristina de Lemos Cabral Gouveia de Carvalho e João Carlos Marques Ferreira.

30 de agosto de 2024 às 19:19

A Parpública anunciou esta sexta-feira a eleição do novo Conselho de Administração, para o mandato 2024-2026, liderado por Joaquim Cadete, processo que produz efeitos na segunda-feira, segundo comunicado publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Assim, o grupo, que gere participações empresariais do Estado, revelou que, além de Joaquim Cadete, com presidente executivo, foram eleitos João Carlos da Silva Sacadura Pinhão (vice-presidente) e os vogais executivos Ana Cristina de Lemos Cabral Gouveia de Carvalho e João Carlos Marques Ferreira.

Foram ainda eleitos o vogal não executivo e presidente da comissão de auditoria, Pedro Miguel Ribeiro de Almeida Fontes Falcão e, também vogal não executiva e membro da mesma comissão, Maria João Dias Pessoa de Araújo.

Segundo o comunicado, "tendo sido dissolvido, pelo acionista único, o Conselho de Administração da Parpública eleito através de Deliberação Social Unânime por escrito de 31 de outubro de 2023, para o mandato 2023-2025, foram eleitos, com efeitos a 2 de setembro de 2024, com exceção da eleição do vogal executivo, João Carlos Marques Ferreira, a qual produz efeitos a dia 16 de setembro de 2024" os membros do Conselho de Administração, para o mandato 2024-2026.

Doutorado em Ciência Política (ICS, Universidade de Lisboa) e mestre em Economia Monetária e Financeira (ISEG) e em Ciência Política e Relações Internacionais (UCP), Joaquim Cadete é administrador não executivo da Euronext Securities Porto desde 2019, tendo integrado a administração do Banif Banco de Investimento entre 2017 e 2018, nomeado pela Oitante, e do Citigroup entre 2000 e 2011.

Já João Pinhão regressa como administrador financeiro à Parpública, após ter integrado a administração entre 2020 e 2023.

O Ministério das Finanças confirmou à Lusa na semana passada a decisão avançada pelo Jornal de Negócios de afastar a administração da Parpública, liderada desde o final de 2023 por José Realinho de Matos.

A saída foi justificada com a existência de uma postura mais reativa do que preventiva da administração, bem como com a falta de prestação de informação atempada ao ministério, segundo o Jornal de Negócios.

O Ministério das Finanças disse que só soube da "situação crítica" em que estava a Inapa em 11 de julho (aquando da suspensão das ações) e que foi aí que convocou a Parpública, que explicou que a Inapa tinha pedido uma injeção de 12 milhões de euros para necessidades de tesouraria imediatas na operação na Alemanha quando já tinha um pedido de 15 milhões de euros para reestruturação.

O financiamento acabou por ser chumbado e a empresa avançou com o processo de insolvência, sendo que a Comissão Executiva da Inapa chegou a afirmar, no início deste mês, que "nunca foi possível" chegar a uma solução de capitalização da empresa "por indisponibilidade" do maior acionista Parpública, com quem realizou "mais de 50 contactos" para recapitalizar e reestruturar o grupo.

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