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Líder da distrital de Viana do Castelo quer adiamento de eleições internas no PSD

Em causa está o 'chumbo' do Orçamento do Estado para 2022 e da previsível realização de eleições legislativas antecipadas.

28 de outubro de 2021 às 09:52

O presidente da distrital do PSD de Viana do Castelo defendeu esta quinta-feira o adiamento das eleições internas do partido, na sequência do 'chumbo' do Orçamento do Estado (OE) para 2022 e da previsível realização de eleições legislativas antecipadas.

"Gostava de apelar ao bom-senso entre as partes para que se unam em torno do melhor para o PSD, para que o partido possa estar preparado para servir o país", alertou Olegário Gonçalves, em comunicado enviado hoje à agência Lusa.

O presidente da comissão política distrital do PSD de Viana do Castelo destacou a "visão" do atual presidente do partido, Rui Rio, quando, no último Conselho Nacional, alertou para o eventual chumbo do OE do Governo socialista.

"Esta é a hora de união dos militantes para enfrentarmos as eleições com uma imagem de coesão e de força", sustentou, frisando que o partido "terá tempo para o debate interno".

"Agora o interesse de Portugal exige que estejamos preparados para ser Governo e não nos percamos em combates que nos irão retirar energia e foco daquilo que mais interessa", apelou.

O Conselho Nacional do PSD marcou eleições diretas para eleger o presidente do partido para 04 de dezembro e o Congresso para entre 14 e 16 de janeiro, em Lisboa.

O parlamento 'chumbou' na quarta-feira, na generalidade, o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) com os votos contra do PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e IL, abrindo caminho a eleições legislativas antecipadas.

O PS foi o único partido a votar a favor da proposta orçamental, que mereceu as abstenções do PAN e das duas deputadas não inscritas, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

Antes da votação, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha avisado que perante um chumbo do OE iria iniciar "logo, logo, logo a seguir o processo" de dissolução do parlamento e de convocação de eleições legislativas antecipadas.

Horas depois do 'chumbo' do documento, Marcelo reuniu-se com o primeiro-ministro, António Costa, e com o presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, no Palácio de Belém, em Lisboa.

As legislativas antecipadas têm de se realizar nos 60 dias seguintes à dissolução do parlamento e de ser marcadas nesse mesmo momento, de acordo com o artigo 113.º da Constituição da República Portuguesa.

Para dissolver a Assembleia da República, o Presidente tem de ouvir os partidos parlamentares, o que acontece no sábado, e o Conselho de Estado, que se reúne na quarta-feira.

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