page view

Líder da IL quer caminho paralelo de flexibilização do trabalho e proteção dos trabalhadores

Mariana Leitão considerou que é possível construir um caminho paralelo entre um mercado de trabalho mais flexível e "a garantia da proteção das pessoas".

05 de janeiro de 2026 às 13:31

A líder da Iniciativa Liberal defendeu esta segunda-feira que é possível haver um caminho "em paralelo" de flexibilização do mercado de trabalho e de uma maior proteção dos trabalhadores, após uma reunião com a UGT.

"Foi uma reunião, sem dúvida, muito produtiva. Permitiu-nos perceber ao detalhe aquelas que são, no fundo, algumas das reivindicações da UGT, o caminho que pretendem que seja seguido. Nós também tivemos a oportunidade, na Iniciativa Liberal, de apresentar aquelas que são as nossas ideias e algum do trabalho que vamos querer também fazer no âmbito destas alterações ao Código do Trabalho", começou por resumir Mariana Leitão.

Em declarações à agência Lusa, após uma reunião de quase duas horas com a UGT, a líder da IL considerou que é possível construir um caminho paralelo entre um mercado de trabalho mais flexível e "a garantia da proteção das pessoas".

"Esse é o caminho que a IL quer fazer e que acha que é essencial para garantir que o mercado de trabalho deixe de ser tão rígido, passe a ser um mercado de trabalho mais flexível, mais competitivo e onde as pessoas podem, livremente, mudar de emprego, mas em que haja, de facto, essa salvaguarda dos direitos das pessoas, da proteção das pessoas em caso de desemprego, quando querem fazer uma alteração ao seu emprego", enumerou.

Mariana Leitão admitiu que o seu partido e a central sindical divergem "em muitas coisas", mas congratulou-se por ter sido possível "falar de forma aberta, expor os vários pontos de vista".

"Houve vários contributos também que a UGT deu, que nós também vamos, obviamente, ter em conta no trabalho que formos desenvolvendo, alguns alertas que nos foram fazendo", detalhou.

Para a dirigente da IL, o diálogo acaba por ser "uma boa ferramenta", porque muitas destas matérias dependem da negociação na concertação social.

"Quando o Governo tenta ter uma postura quase unilateral, é óbvio que isso não é bem acolhido. E, portanto, é importante que haja contributos para esse diálogo de parte a parte, é importante que se consiga, no fundo, chegar a consensos através desse diálogo", argumentou.

Leitão insistiu que urge garantir uma maior competitividade no país e "um caminho de maior produtividade, para trazer mais riqueza ao país, para trazer mais crescimento económico", por forma a aumentar os salários, mas sem esquecer "a proteção das pessoas".

"Para isso, é preciso que haja vontade e disponibilidade por parte do Governo, cujas alterações que tem proposto ficam aquém deste modelo que é fundamental, desta modernização que é fundamental, e também, obviamente, das centrais sindicais, que têm também de perceber que tem de haver um equilíbrio entre estas duas realidades", concluiu.

O Governo apresentou um anteprojeto de reforma laboral ("Trabalho XXI"), com mais de 100 alterações ao Código de Trabalho, que segundo os sindicatos promove mais precariedade, facilita os despedimentos, desregula horários e ataca a negociação coletiva e o direito à greve.

Em reação, a CGTP e a UGT convocaram uma greve geral em 11 de dezembro, que afetou setores como transportes, escolas, hospitais e centros de saúde.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8