Comissão de Ética debate decisão no dia 1 de julho.
O ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, vai ser constituído arguido no processo Vistos Gold. O pedido do Ministério Público chegou na sexta-feira ao Parlamento, ao gabinete da presidente, Assunção Esteves, que já emitiu despacho para a Comissão de Ética. Em causa está a suspeita do crime de prevaricação em cargo político, com penas de prisão até oito anos.
Só esta segunda-feira será agendado o processo, segundo disse ao CM o presidente daquela comissão, Pedro Lynce, o que deve ocorrer na quarta-feira, dia 1 de julho.
O atual deputado social-democrata já tinha pedido para que lhe fosse levantada a imunidade e, segundo fontes do PSD, o processo "será rápido".
O futuro de Macedo no Parlamento também é uma incógnita. Será muito difícil que volte a ser cabeça de lista por Braga, nas próximas legislativas, e há quem duvide que se mantenha na lista.
"Ainda é muito cedo, mas tem andado agastado com o processo", confidenciou ao CM uma fonte parlamentar. Recorde-se que Macedo se demitiu do Governo em novembro de 2014, alegando nada ter a ver com o caso, apesar da proximidade pessoal a um dos arguidos, António Figueiredo. Tal como o CM já noticiou, Macedo é citado no processo para facilitar vistos a cidadãos líbios.
O CM tentou contactar o ex-ministro, mas sem êxito.
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