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MP espanhol arquiva processo de agressão sexual contra Julio Iglesias

Tribunal alegou que Espanha não tem competência para investigar crimes cometidos no estrangeiro.

23 de janeiro de 2026 às 17:01

O Ministério Público espanhol arquivou a denúncia de agressão sexual e tráfico de seres humanos contra Julio Iglesias, avança o El Mundo. A queixa tinha sido apresentada pela ONG Women's Link, a 5 de janeiro, a partir de denúncias de duas antigas empregadas de Iglesias. O Tribunal alegou que Espanha não tem competência para investigar crimes cometidos no estrangeiro, informa o jornal espanhol, "em especial quando as vítimas são estrangeiras e não residem em Espanha". 

Segundo os critérios do Supremo Tribunal, "o Tribunal Nacional tem interpretado repetidamente [...] que Espanha não é competente para investigar crimes cometidos no estrangeiro quando não existem ligações relevantes com o nosso país", lê-se no documento divulgado pelos meios de comunicação espanhóis. 

Contratadas como empregadas domésticas, as mulheres alegaram que as funções exigidas ultrapassavam largamente o que constava nos contratos. Segundo os depoimentos recolhidos, o ambiente profissional nas propriedades de Iglesias era marcado por um "controlo rigoroso, assédio contínuo, insultos e humilhações". De acordo com a denúncia, os factos terão acontecido em 2021, quando Júlio Iglesias tinha 77 anos. Ambas as ex-funcionárias descrevem condições que classificaram como "quase sequestro". 

A investigação incluiu depoimentos de outras mulheres que trabalharam para Iglesias entre o final dos anos 1990 e 2023.

Na quinta-feira, o cantor espanhol tornou públicas, através das redes sociais, várias mensagens privadas que afirma terem sido enviadas por duas mulheres que o acusam de agressão sexual e outros crimes. Esta divulgação surgiu como uma tentativa de desacreditar as denunciantes e sustentar a sua versão dos acontecimentos.

Num comunicado publicado no Instagram, Julio Iglesias afirmou que as mensagens no WhatsApp demonstram a “falta de veracidade” das acusações que lhe são imputadas. Segundo o artista, estas mensagens trocadas durante e após o período em que as mulheres trabalharam para si, revelariam incoerências com os relatos apresentados na denúncia.

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