"Maior parte das quais recorreu ao mecanismo de apoio a tempo reembolsável a dois anos", disse Eduardo Cabrita.
1 / 2
Quarenta e quatro associação humanitárias de bombeiros voluntários recorreram, até ao momento, ao apoio disponibilizado pelo Governo para fazer face às dificuldades financeiros devido à pandemia de covid-19, anunciou esta terça-feira o ministro da Administração Interna.
"Tivemos mecanismos de emergência para os quais já ocorreram 44 associações humanitárias, a maior parte das quais recorreu ao mecanismo de apoio a tempo reembolsável a dois anos", disse Eduardo Cabrita aos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
As dificuldades financeiras das associações humanitárias de bombeiros voluntários devido à diminuição do transporte de doentes urgentes e não urgentes durante a pandemia de covid-19 foram levantadas pelos deputados do Bloco de Esquerda Sandra Cunha e do PCP António Filipe.
Em abril, o Governo aprovou um decreto-lei que estabelece um regime temporário e excecional de apoio às associações humanitárias de bombeiros, antecipando o pagamento de duodécimos do financiamento nesta fase de pandemia de covid-19.
Este regime temporário permite estabelecer um conjunto de apoios de antecipação de financiamentos que estavam previstos e também uma linha de financiamento.
Sobre este financiamento e apoio específicos no âmbito da covid-19 para os corpos dos bombeiros, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, explicou aos deputados que as associações humanitárias que até agora apresentaram um "pedido de apoio expresso foram aqueles que têm uma consciência mais consolidada daquilo que foi o impacto desta situação".
"Começamos desde muito cedo a trabalhar, não diretamente com as 400 associações, mas com a Liga dos Bombeiros Portugueses, que fez esta ponte, e com a próprio Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil por forma a tentar perceber com a máxima rapidez possível qual era impacto estimado", sublinhou.
A secretária de Estado frisou que as associações de bombeiros perceberam no imediato que estavam a ter uma redução dos serviços do transporte de doentes urgentes e não urgentes, mas "a perceção em termos do impacto real financeiro nas suas contas é algo que só agora está a chegar".
Segundo Patrícia Gaspar, só agora é que os bombeiros estão "efetivamente a apurar" os valores.
No entanto, sublinhou que tem a indicação que as associações humanitárias de bombeiros voluntários estão "a recuperar rapidamente o ritmo do trabalho, sobretudo ao nível do transporte de doentes urgentes".
"A maior parte dos corpos de bombeiros com quem temos articulado dão nota disso", disse, realçando que a recuperação económica poderá ser feita "mais rapidamente do que era inicialmente expectável".
A secretária de Estado disse ainda que este processo é dinâmico e que este mecanismo pode ser repensado em função daquilo que venha a ser o desenvolvimento a curto prazo.
Eduardo Cabrita afirmou também que, juntamente com o Ministério da Saúde, está a ser feito a recuperação do ritmo de pagamento do transporte de doentes e acompanhar a recuperação da atividade, que tem muito a ver com a dimensão do retorno da atividade normal do Serviço Nacional de Saúde.
Além deste mecanismo excecional, o ministro deu conta que as corporações de bombeiros têm este ano um aumento de 4% no orçamento de referência, 8% no financiamento na participação do dispositivo de combate a incêndios e 10% nas refeições servidas durante a época de fogos.
O ministro disse ainda que "mesmo em período de pandemia só houve uma corporação de bombeiros que teve durante alguns dias uma situação de inoperacional", mas que foi colmatada com o apoio de corporações vizinhas.
Segundo o governante, tratou-se dos bombeiros de Cascais.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 436 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 1.522 pessoas das 37.336 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.