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Mais de 10 700 autarcas elegem hoje os líderes das regiões. Ribau Esteves mantém candidatura

Mandato dos novos dirigentes é de quatro anos, como nas autarquias.

12 de janeiro de 2026 às 01:30

Mais de 10 700 autarcas votam esta segunda-feira para escolher os presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), nas segundas eleições indiretas realizadas para estas entidades. A eleição dos presidentes das CCDR decorre em todas as assembleias municipais, convocadas para o efeito, em simultâneo e ininterruptamente, entre as 16h00 e as 20h00. Segundo a Associação Nacional de Assembleias Municipais, foram “convocadas reuniões extraordinárias”, em alguns municípios, destinadas exclusivamente ao ato eleitoral.

Só no norte vai existir competição (entre Álvaro Santos e António Cunha). Nas outras quatro CCDR, o PSD e o PS têm um acordo para a eleição dos presidentes: Ribau Esteves no Centro, Teresa Almeida em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro no Alentejo e José Apolinário no Algarve. Também em simultâneo e ininterruptamente, mas nas instalações das comunidades intermunicipais e das áreas metropolitanas, irão decorrer as eleições para um dos vice-presidentes das CCDR.

Depois desta eleição, um outro ‘vice’ será escolhido pelos elementos dos conselhos regionais que não desempenhem funções autárquicas. Passará ainda a haver cinco ‘vices’ indicados pelo Governo. Os novos dirigentes são eleitos para um mandato de quatro anos, correspondente ao mandato autárquico. 

Ribau Esteves minimiza buscas 

Depois das recentes buscas na câmara de Aveiro, por suspeitas relacionadas com mandatos seus, Ribau Esteves mantém a candidatura à presidência da CCDR Centro. Em declarações ao Correio da Manhã, o antigo autarca lembrou que “basta uma queixa anónima” para desencadear este tipo de procedimentos e disse ter respondido a um “pedido de informações do Ministério Público”.

“Darei todas as explicações se for chamado”, vincou Ribau Esteves, manifestando “toda a segurança e tranquilidade total”. Em causa estão decisões que permitiram a alteração de instrumentos de ordenamento do território, envolvendo a zona do Cais do Paraíso, onde foi projetada a construção de um hotel de 12 andares.

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