Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Federação Nacional dos Baldios classificou a 05 de maio, em conferência de imprensa realizada em Vila Real, como um "cheque em branco ao Estado" o acordo de gestão proposto pelo ICNF às comunidades locais dos baldios.
O Ministério da Agricultura disse este sábado que o acordo proposto pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) não coloca em causa a titularidade dos baldios nem a autonomia das comunidades locais.
A Federação Nacional dos Baldios (Baladi) classificou a 05 de maio, em conferência de imprensa realizada em Vila Real, como um "cheque em branco ao Estado" o acordo de gestão proposto pelo ICNF às comunidades locais dos baldios.
O regime de cogestão entre o Estado, através do ICNF, e comunidades locais na gestão dos baldios terminou a 24 de janeiro de 2026, 50 anos depois da promulgação da primeira lei dos baldios, estando o ICNF a propor um novo acordo de delegação de poderes.
Num esclarecimento enviado agora à agência Lusa, o Ministério da Agricultura e Mar disse que "as dúvidas e reservas colocadas pela Baladi são legítimas no quadro do debate público, mas não correspondem à existência de qualquer ilegalidade ou perda de autonomia das comunidades locais".
"Importa esclarecer que este acordo não coloca em causa a titularidade dos baldios nem a autonomia das comunidades locais", reforçou.
A federação considerou que se está "perante um acordo que pode significar a entrega ao ICNF de poderes de administração sobre o baldio, com efeitos muito relevantes para a autonomia das comunidades locais".
Já a tutela referiu que a proposta de minuta apresentada pelo ICNF visa "precisamente reforçar essa capacidade de gestão, criando condições para uma maior articulação entre as comunidades locais e as políticas públicas florestais, num contexto marcado pelos desafios das alterações climáticas, da prevenção dos incêndios rurais e da valorização ambiental e económica do território".
Acrescentou que "esta ligação permite também alinhar a gestão comunitária dos baldios submetidos a regime florestal com os objetivos estratégicos definidos no Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, promovendo práticas de gestão mais resilientes, sustentáveis e adaptadas às novas exigências ambientais, incluindo as metas associadas ao restauro da natureza, à valorização dos serviços dos ecossistemas e aos novos instrumentos económicos ambientais, como os créditos de carbono e de biodiversidade".
O acordo, segundo o Ministério, confere ao ICNF "competências circunscritas à gestão florestal, preservando integralmente os poderes de decisão das comunidades locais e das assembleias de compartes, não existindo qualquer transferência da titularidade ou da soberania sobre o baldio".
Para a Baladi, a proposta não representa um simples apoio técnico, nem a continuação da cogestão, significando uma "gestão unilateral", pedindo, por isso, às comunidades locais para analisarem com a "máxima prudência" as minutas antes de as aprovarem.
O Governo entende que "este é um processo que deve decorrer com diálogo, transparência", valorizando "os contributos das diferentes entidades representativas do setor".
A Baladi disse ainda que pediu uma audiência ao secretário de Estado das Florestas e lamentou não ter sida envolvida neste processo.
Relativamente a este pedido de audiência, o ministério referiu que decorreram várias reuniões entre as partes, a última das quais em janeiro, mantendo-se um quadro de diálogo institucional regular, o "que prova a total disponibilidade para o diálogo formal e negocial".
Por fim, disse que o Governo "reforçou os apoios às atividades tradicionais desenvolvidas nos baldios, reconhecendo o papel da pastorícia extensiva na gestão ativa do território e na prevenção dos incêndios rurais".
Acresceu que o programa de apoio ao pastoreio extensivo, financiado pelo Fundo Ambiental e operacionalizado pelo IFAP, dispõe de uma dotação anual global de 30 milhões de euros.
No âmbito da medida 'apoio às áreas de baldio' foram atribuídos 4,5 milhões de euros em 2025 e encontra-se prevista uma dotação de 7,5 milhões de euros para 2026, reforçando o apoio à gestão sustentável dos baldios e das áreas comunitárias.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.