A partir de esta sexta-feira há embalagens de bebidas que valem 10 cêntimos se colocadas vazias em máquinas automáticas.
A ministra do Ambiende mostrou-se convicta de que a utilização do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), que a partir de esta sexta-feira devolve 10 cêntimos por cada embalagem de bebida depositada, "é uma questão de hábito".
"É uma questão de hábito e de logística. Nós temos de criar uma cultura diferente em relação aos resíduos. A prática que temos de ter em relação aos resíduos para já é diminuir a quantidade de resíduos que fazemos", disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa.
A partir de hoje há embalagens de bebidas que valem 10 cêntimos se colocadas vazias em máquinas automáticas.
As máquinas do SDR, que estão em todo o país, vão receber garrafas de plástico e metal de uso único, até três litros, e imprimir o respetivo reembolso.
A máquina esmaga a embalagem e retribui com o reembolso de 10 cêntimos.
O sistema, denominado de Volta, pretende reciclar 90% dos produtos abrangidos (plástico e metal) até 2029, segundo os responsáveis pela iniciativa.
Presente na cerimónia que hoje decorreu para marcar a entrada em vigor do sistema, o presidente do conselho de administração do SDR Portugal, Leonardo Mathias, disse que a utilização do sistema não vai dar mais trabalho aos portugueses.
Após ser questionado sobre a necessidade de as garrafas estarem intactas para serem inseridas nas máquinas do SDR, Leonardo Mathias referiu que as embalagens não podem estar danificadas para poderem ser enviadas para a reciclagem, processo "em que uma garrafa volta a ser uma garrafa".
"Uma das enormes vantagens deste sistema é proporcionar a economia circular e para proporcionar a economia circular as garrafas têm de ter a qualidade do plástico e as latas também têm que ter a sua máxima qualidade", explicou Leonardo Mathias.
Segundo o responsável, foi ainda criada uma aplicação, a Volta, que já está disponível para ?download? e que identifica as embalagens que podem ser colocadas nas máquinas do SDR, assim como a localização mais próxima dos depósitos Volta.
Em relação à devolução dos 10 cêntimos, a máquina dá um talão que pode ser trocado por dinheiro no estabelecimento em que a embalagem foi comprada ou usá-lo como ?voucher? em compras no mesmo local.
As máquinas do SDR também permitem doar os 10 cêntimos a instituições de solidariedade social, sendo estas, por enquanto: a Caritas Portuguesa, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Liga Para a Proteção da Natureza e a Liga Portugesa dos Direitos do Animal.
A partir hoje, desde que tenham o símbolo Volta, estejam inteiras, sem líquidos, com tampa e com o código de barras, são aceites em qualquer uma das 2.500 máquinas espalhadas pelo país, mais de 8.000 pontos de recolha manual e 48 quiosques para entregas de grandes quantidades. Estarão, por exemplo, junto de supermercados.
Em relação às embalagens compradas em restaurantes, cafés ou cantinas, os estabelecimentos só cobram os 10 cêntimos adicionais se os clientes consumirem fora do local de venda
Até 9 de agosto, o SDR está numa fase de transição e por isso é natural estarem à venda os produtos sem o logótipo, que não são aceites pelas máquinas.
O consumidor não paga os 10 cêntimos a mais por embalagens sem o logótipo Volta.
O sistema SDR já está implementado em vários países europeus, como a Alemanha, Áustria ou Dinamarca, e recolhe anualmente mais de 35 mil milhões de embalagens, envolvendo cerca de 357 milhões de habitantes.
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