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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ministro diz que desafio da economia portuguesa "é crescer com resiliência"

Castro Almeida sublinha que o Estado "tem de mostrar capacidade de resposta" em momentos de calamidade.

18 de abril de 2026 às 14:37

O desafio da economia portuguesa "não é apenas crescer, é crescer com resiliência, produtividade e capacidade de resposta", afirmou este sábado, num congresso em Lisboa, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

"O PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, programa lançado em fevereiro] que o Governo está a desenhar tem precisamente esse objetivo", sublinhou Manuel Castro Almeida, no encerramento do 11.º Congresso Nacional dos Economistas, em Lisboa, findo o qual não quis prestar declarações aos jornalistas.

Na sua intervenção, o ministro fez referência ao impacto do mau tempo registado em janeiro e fevereiro, sobretudo na região Centro, sublinhando que o Estado "tem de mostrar capacidade de resposta" em momentos de calamidade.

Castro Almeida elencou os focos do Governo: mobilizar fundos europeus, reforçar o investimento público, incentivar o investimento privado e apostar na internacionalização e nas exportações.

E assinalou "os bons resultados" da economia portuguesa, sem dispensar "a exigência" para "continuar a percorrer um caminho de convergência, competitividade e prosperidade", apelando à "responsabilidade dos economistas" para trabalharem em conjunto com o Governo.

Reconhecendo que "as crises estruturais são cada vez mais recorrentes" e que atualmente existe um "total imprevisibilidade", o governante observou que "está em causa uma alteração mais profunda da economia global".

Organizado pela Ordem dos Economistas, sob o tema "Transformações em curso na economia global: desafios e oportunidades para Portugal e para os economistas", o congresso terminou este sábado, na Culturgest, em Lisboa.

Nas conclusões, o bastonário dos economistas destacou como atualmente as previsões são muito arriscadas, recordando que o congresso começou com o Estreito de Ormuz aberto e terminou com a via marítima fechada de novo.

António Mendonça anunciou ainda que a Ordem vai pedir uma audiência ao ministro e que será criado um Dia do Economista, em data a decidir.

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