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País "não está suficientemente preparado" para enfrentar nova vaga nas escolas, diz Rui Rio

"(...) Neste momento, não está suficientemente claro, nem está suficientemente preparado", referiu.

01 de setembro de 2020 às 16:03

O presidente do PSD considerou esta terça-feira que o país "não está suficientemente preparado" para enfrentar uma segunda vaga de covid-19 durante o próximo ano letivo e desafiou o Governo a esclarecer claramente as regras sanitárias a implementar.

"Dá-me ideia, sinceramente, de que, neste momento, não está suficientemente claro, nem está suficientemente preparado", afirmou o líder social-democrata em declarações aos jornalistas.

À margem de uma visita ao Centro Hospitalar de São João, no Porto, Rui Rio disse partilhar da preocupação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que na segunda-feira defendeu que a sociedade portuguesa deve ser esclarecida o quanto antes sobre as regras sanitárias para o próximo ano letivo, que não podem ser consideradas apenas para "meia dúzia de eleitos" perceberem.

Para o social-democrata, a abertura do ano letivo é uma matéria que deve preocupar a todos na medida em que está em causa não só o futuro das crianças, mas também do país.

Nesse sentido, Rio considerou necessário que o Governo estabeleça diretrizes muito claras para todas as escolas, por forma a que as instituições possam agir em conformidade, assim como pais, diretores e alunos

"Eu com isto não quero fazer demagogia. Tenho consciência clara de que é muito difícil de organizar. Tenho consciência disso, nunca critico aquilo que não tenho a certeza de que é possível fazer melhor. Agora temos de forçar o Governo, como diz e bem o Presidente da República, a dizer exatamente quais as medidas que se pretendem, os meios que existem e como tudo claramente vai funcionar. Isso é preciso. Será ótimo, será ideal? o ótimo e ideal não existem, mas regras tem de haver", salientou.

Na segunda-feira, a Federação Nacional da Educação, a Confederação Nacional das Associações de Pais e a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas tinha já deixado um apelo para que as orientações para o ano letivo 2020/2021 sejam "claras e coerentes".

Num ano letivo que se perspetiva "atípico" devido à pandemia de covid-19, as três organizações apresentaram um documento conjunto onde expõe as suas preocupações e sugestões para o ano letivo 2020/2021.

A pandemia do coronavírus que provoca a covid-19 já provocou pelo menos 851.071 mortos e infetou mais de 25,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.824 pessoas das 58.243 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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