Líder do PSD reconhece "um dos piores resultados de sempre" do partido e diz que vai refletir.
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Pedro Passos Coelho assumiu a responsabilidade pela derrota do PSD nas eleições autárquicas naquele que, segundo o líder dos sociais-democratas," é um dos piores resultados de sempre" do partido.
Depois de dar os parabéns os adversários socialistas, por um dos seus melhores resultados de sempre, o social-democrata saudou ainda os vencedores das autárquicas do PSD que "foram muitos, seguramente".
Passos Coelho assume que "o objetivo não só não foi alcançado, como foi pior do que o alcançado em 2013" pelo que diz que irá refletir sobre uma eventual recandidatura à liderança do partido. "Não me demito nem esta noite, nem amanhã, nem depois de amanhã", disse o social-democrata, remetendo mais esclarecimento para depois de terça-feira, quando ocorrerá o Conselho Nacional do PSD.
"Disse que não me ia demitir pelo resultados de umas eleições que não são nacionais e mantenho o que disse", adiantou Passos Coelho, ressalvando que vai vocalizar a sua reflexão sobre este "resultado pesado" em breve.
Passos Coelho é tido como o grande derrotado das eleições autárquicas. Com resultados humilhantes em Lisboa e Porto e uma baixa genralizada no número de votos e câmaras conquistadas, o líder do PSD vive o seu pior momento. Vários notáveis do partido reagem com cepticismo à sua continuidade.
Marques Mendes prevê demissão
O ex-líder do partido e atual comentador político Luís Marques Mendes, antigo presidente do PSD, diz que não ficaria surpreendido se Pedro Passos Coelho comunicasse a sua saída da liderança dos sociais-democratas, face aos resultados das eleições autárquicas.
Em declarações na SIC-Notícias, Marques Mendes qualificou o resultado do PSD nestas eleições como "uma hecatombe, um terremoto", e considerou que, se Passos Coelho quiser continuar à frente do partido, "a vida dele vai ser um inferno completo" e "vai ter dificuldade, numas diretas, de se manter na liderança".
"Não me surpreenderia muito que Passos Coelho tomasse a decisão, hoje ou terça-feira, quando tem um Conselho Nacional, de dizer que sai, de dizer que abandona, de dizer que sai de jogo e que dá o lugar a outro, por outras palavras, que não se candidata novamente à liderança do partido", afirmou.
Ferreira Leite diz que Passos não tem condições para ficar
Questionada, na TVI, se Pedro Passos Coelho tem condições para liderar o partido, a ex-presidente dos sociais-democratas Manuela Ferreira Leite respondeu: "não, não tem".
"A candidata por Lisboa apareceu tardiamente, porque as estruturas que tinham de fazer a escolha não se entenderam e, ao aparecer tardiamente e como foi escolha do presidente do partido, é evidente que o presidente do partido também foi a eleição", disse a antiga ministra das Finanças.
Manuela Ferreira Leite adiantou que "muitas pessoas não queriam votar no Pedro Passos Coelho e não votaram, por isso, no PSD".
Santana Lopes diz ser cedo para se tirar conclusões
O antigo primeiro-ministro considera que os primeiros resultados das eleições autárquicas indicavam uma "erosão eleitoral" do PSD, mas defendeu que é cedo para tirar conclusões sobre a liderança dos sociais-democratas.
"A esquerda portuguesa teve alguma reorganização já há alguns anos, com o aparecimento do Bloco, que ficou, veio para ficar. No centro-direita, a realidade é a mesma desde há muito tempo. Não sei se irá continuar assim".
Logo perante as primeiras projeções de resultados divulgadas ao início da noite, Santana Lopes falou numa "erosão eleitoral muito significativa" para o PSD, "em Lisboa e Porto, pelo menos", que "vai dar muito que pensar, vai dar muito trabalho de avaliação, de análise". "Depois, logo se verão as conclusões", acrescentou.
Questionado, mais tarde, se concorda que Pedro Passos Coelho não tem condições para se manter na liderança do PSD, como disse Manuela Ferreira Leite, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi cauteloso:
"Dizer sim ou não, é cedo, porque isto não é um acontecimento qualquer. Reagir a sangue frio, aconselham os mais sábios, é sempre mau, e principalmente em matérias de grande responsabilidade. E, portanto, há aqui muita questão em jogo, a noite ainda vai cedo, ainda vai no seu princípio. Vamos ver o resultado final".
Santana Lopes considerou, contudo, não haver dúvidas de que o resultado do PSD em Lisboa e no Porto "é muito mau" e, no que respeita à capital do país, face à posição do CDS-PP, identificou uma "reordenação do centro-direita, que obviamente é muito complexa".
Teresa Leal Coelho diz ter "responsabilidade total" pela derrota
A candidata do PSD à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Teresa Leal Coelho, assumiu hoje "total responsabilidade" pelo resultado obtido e congratulou o socialista Fernando Medina, que venceu na capital.
"Este resultado que a minha candidatura alcançou é um resultado da exclusiva responsabilidade da equipa que apresentou o programa, que fez a campanha e que aqui está, ainda assim orgulhosos do programa que apresentámos para Lisboa", afirmou.
Ex-presidente da concelhia lisboeta pede cabeça de Passos
O antigo presidente da concelhia do PSD/Lisboa Mauro Xavier, que se demitiu por discordar da estratégia do partido com a escolha de Teresa Leal Coelho como candidata, pediu hoje que Pedro Passos Coelho assuma a "responsabilidade política" pelos resultados.
"A opção de Pedro Passos Coelho na escolha do candidato do PSD a Lisboa teve uma resposta clara do eleitorado. Demiti-me por não concordar com esta opção. Cabe-me pedir agora responsabilidades ao presidente do partido. Espero que o PSD não faça o mesmo que o Governo fez com o caso de Tancos e alguém assuma a responsabilidade política", escreveu Mauro Xavier na sua página de Facebook.
Álvaro Coelho assume derrota no Porto
O candidato da coligação Porto Autêntico à Câmara do Porto, Álvaro Almeida, assumiu hoje não ter tido "os resultados que pretendia", justificando que "houve um desvio de votos" para a candidatura de Rui Moreira para que PS não ganhasse. "Claramente houve um desvio de votos do eleitorado tradicional do PSD para a candidatura de Rui Moreira, em parte motivada pela preocupação do voto útil, para que o PS não ganhasse as eleições e o PSD foi penalizado por esse efeito", afirmou Álvaro Almeida sobre aquele que foi o pior resultado de sempre do partido na cidade do Porto.
Pacheco Pereira diz que PSD encolheu para "partido médio"
O antigo líder parlamentar do PSD, Pacheco Pereira, disse este domingo na SIC que o "PSD passa a médio partido". O comentador político é, de há muito, um dos maiores críticos da liderança de Passos Coelho.
Paulo Rangel daponta responsabilidades ao líder
O eurodeputado do PSD Paulo Rangel diz que "as lideranças têm sempre responsabilidades nos resultados eleitorais", no entanto [essas responsabilidades] são diferentes nas eleições legislativas, europeias e locais.
"Mas não há duvidas que elas [lideranças] têm sempre responsabilidade, no fundo elas dirigem uma campanha nacional e, portanto, um conjunto de escolhas", disse.
Paulo Rangel sustentou que, depois da noite eleitoral, tem de ser feito "um exame nacional" e "uma análise mais fina dos resultados, uma vez que há "vários fatores que podem ter contribuído para este resultado".
"Não vou entrar nesse debate", disse Paulo Rangel no canal de televisão TVI, quando questionado se Pedro Passos Coelho tem condições para continuar à frente do PSD.
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