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Secretário-geral do PS esteve presente na Confederação do Turismo de Portugal, em Lisboa.
O secretário-geral do PS assinalou esta terça-feira que o presidente do PSD tem assegurado que não governa com o Chega e se ficar em segundo nas eleições, o que indica que Luís Montenegro "não tem forma de governar".
Esta posição em relação aos resultados das eleições legislativas foi transmitida por Pedro Nuno Santos na intervenção que proferiu perante os membros da Confederação do Turismo de Portugal (CFT), em Lisboa.
Na intervenção inicial do almoço, o presidente da CFT disse ter ficado satisfeito quando o PS obteve maioria absoluta nas legislativas de janeiro de 2022, porque esse resultado indiciava mais de quatro anos de estabilidade politica e o tempo necessário para fazer reformas de fundo no país.
Já no que respeita às perspetivas para as eleições legislativas antecipadas de 10 de março, Francisco Calheiros manifestou-se apreensivo com um resultado que provoque instabilidade, tendo nesse contexto criticado a solução "Gerigonça" de 2015, "com partidos adversários do turismo" na esfera do poder.
Pedro Nuno Santos defendeu a seguir a solução política "Geringonça" de 2015, mas pronunciou-se principalmente sobre o que está em causa nas eleições de 10 de março.
"Acredito que só teremos um Governo com estabilidade em Portugal se o PS tiver uma grande vitória nas eleições legislativas. Não é credível ao dia de hoje que qualquer partido tenha maioria absoluta", começou por observar, antes de procurar associar o PSD à ingovernabilidade.
"O meu principal adversário diz que não governa se ficar em segundo e diz que não governa com o Chega. Então, não tem forma de governar", apontou.
Depois, vincou a sua tese sobre a importância de o PS ter condições para formar Governo.
"Tenho dito ao longo do tempo e continuarei a dizer: Não sabemos qual a configuração parlamentar que sairá das eleições de 10 de março, mas sabemos que o Governo será mais estável - falo por mim - quanto mais força tiver o PS. A nossa concentração é ter um resultado que garanta a Portugal um Governo com estabilidade, liderado pelo PS", insistiu.
Em relação aos executivos minoritários de António Costa, que foram suportados no parlamento pelo PCP, Bloco de Esquerda e PEV, o líder socialista contrariou a posição de Francisco Calheiros.
"Percebo as críticas que o presidente da CFT fez sobre a solução encontrada em 2015, mas aposto que aqui não há nenhum empresário que, entre 2025 e 2019, não tenha visto a situação da sua empresa a melhorar. Até admito situações excecionais, mas foram quatro anos de crescimento, de recuperação. As empresas ganharam mais, não saíram em 2019 a perder face a 2015. Houve receios que não se confirmaram", sustentou.
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