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Luís Montenegro votará às 14h15 na secção Espinho, onde reside e é militante.
Perto de 57 mil militantes do PSD podem votar este sábado na reeleição de Luís Montenegro como presidente do partido, que é candidato único a novo mandato de dois anos.
De acordo com dados oficiais do partido, podem votar nas 13.ªs eleições diretas do PSD 56.887 militantes (dos quais 63% são homens), depois da alteração estatutária que dá direito de voto a todos os que tenham uma quota paga nos últimos dois anos (antes era necessária quota válida no mês do sufrágio).
As eleições diretas para o presidente da Comissão Política Nacional do PSD decorrem em todo o país entre as 14:00 e as 19:00, em simultâneo com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia (Aveiro), no qual serão eleitos os restantes órgãos do partido.
Luís Montenegro votará às 14h15 na secção Espinho, onde reside e é militante.
Num Conselho Nacional no início de março, o presidente do PSD e também primeiro-ministro surpreendeu o partido ao anunciar que iria propor a realização de diretas em maio (em vez de em setembro, como em 2024), de forma a coincidirem com os quatro anos da sua primeira eleição, a 28 de maio de 2022.
Montenegro desafiou então quem tivesse um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se, no que foi interpretado como uma resposta a Pedro Passos Coelho, numa altura em que o antigo presidente social-democrata iniciava uma série de intervenções críticas para o Governo PSD/CDS-PP.
Dois dias depois, Passos disse não ser "candidato a coisíssima nenhuma", afirmando que, se um dia o vier a ser, será apenas por um "imperativo de consciência".
As críticas do antigo primeiro-ministro têm continuado e esta semana subiram de tom: sem explicitar a quem se dirigia, comparou os "políticos postiços" -- que querem agradar a todos ainda mais do que os populistas -- a "prostitutos sem caráter", além de apontar falta de ritmo à atividade governativa, numa conversa pública com o líder do Chega, André Ventura.
Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72% dos votos o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva. Em setembro de 2024, foi reeleito sem oposição com 97,45% dos votos.
Há dois anos, votaram nas eleições diretas para presidente da Comissão Política Nacional (CPN) 16.602 militantes, de um universo de 41.863 militantes com capacidade eleitoral (quando era obrigatório ter as quotas pagas no mês da eleição), uma taxa de abstenção de cerca de 60%. Nessa ocasião, registaram-se 326 votos brancos e 97 votos nulos.
Nestes dois mandatos de Luís Montenegro, o PSD disputou e venceu duas legislativas antecipadas em coligação com o CDS-PP, regressando ao Governo em abril de 2024. Perdeu as eleições europeias nesse mesmo ano, mas venceu as autárquicas em 2025 -- recuperando a presidência da Associação Nacional de Municípios e de Freguesias -, bem como as regionais na Madeira e nos Açores.
Na moção com que se recandidata à liderança do partido, intitulada "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", Luís Montenegro diz que manterá o compromisso de "não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.
"O sentido do 'não é não' com o Chega é o mesmo do 'não ao bloco central' com o PS", refere, acrescentando que "não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política".
Em especial no Parlamento, propõe-se "continuar o diálogo político com as oposições e de forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas", ou seja Chega e PS.
Na primeira apresentação pública da moção, em Sintra (Lisboa), o presidente do PSD e recandidato ao cargo admitiu que ainda tem a maioria absoluta "na mira", apesar de defender o cumprimento da legislatura até 2029.
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