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PORTAS CONTRA PCP

Num discurso com poucas novidades e marcadamente ideológico, Paulo Portas atacou, quarta-feira, o PCP e a CGTP ao pretenderem “parar o país” com uma greve “sem sucesso”, que só prejudicou os trabalhadores do sector privado, e que em comparação com o público são “os mais desfavorecidos”.

13 de dezembro de 2002 às 00:00

De facto, a greve geral foi o tema mais forte da intervenção do líder do CDS-PP e ministro do Estado e da Defesa Nacional durante um jantar de Natal, organizado pela concelhia de Lisboa.

Ao longo de uma hora, Portas sustentou que o PCP e a CGTP usaram os trabalhadores da Função Pública para prejudicar os do sector privado numa paralisação que “apenas atingiu uma minoria do sector público”. A greve “dita geral” foi feita pelos funcionários públicos. Mas o novo Código Laboral não se lhes aplica”, lembrou Portas. Uma curiosidade apontada pelo líder do CDS-PP para provar o insucesso da iniciativa da intersindical, cuja actuação classificou de “sindicalismo irresponsável”, uma vez que, ao recusarem a nova legislação que valoriza o mérito, estão a criar obstáculos “à criação de riqueza e emprego”.

Da greve geral às Finanças Públicas, Portas recarregou baterias e apontou-as a um novo destinatário: o PS. “Pela primeira vez em muitos anos, há um Governo que acerta nas contas e tem contas certas”, garantiu o ministro, referindo-se aos seis anos de Executivo ‘rosa’ que andou a “fazer de cigarra”, levando o Governo de coligação a “fazer de formiga”. Mas o actual Executivo vai conseguir alcançar o défice de 2,8 por cento no final deste ano num momento “díficil”, que coincide com o alargamento da União Europeia, o que também justifica a adaptação às regras de maior competividade, ou seja, à aplicação do novo código laboral.

“Vocês lembram que houve um engenheiro que foi primeiro-ministro? Nunca mais se ouviu falar dele”, argumentou o ministro, defendendo que a retirada de Guterres da cena política só veio confirmar o desastre orçamental.

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