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Irão massacra curdos com drones e mísseis

Grupos curdos visados após admitirem possível incursão terrestre em território iraniano para ajudar os EUA a derrubarem o regime.

11 de março de 2026 às 01:30
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Curdos atacados em Arbil após se disponibilizarem para ataque terrestre no Irão

A beleza das montanhas cobertas de neve ilude o perigo que vem lá do longe. Só nos primeiros 10 dias da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, as forças de Teerão - ou os seus aliados no norte do Iraque – dispararam 210 drones e mísseis contra a região autónoma do Curdistão, no norte iraquiano. "Estes disparos têm sido constantes e não são feitos apenas do Irão", referiu na terça-feira à noite ao CM um morador de Erbil, a capital curda iraquiana e a mais castigada cidade da zona.

Segundo esta testemunha, "há disparos feitos a partir de Mosul", que é a segunda maior cidade do Iraque, “feitos por grupos alinhados e financiados pelo Irão”. Outros ataques que são feitos a partir do interior do Irão têm alvos bem definidos: o consulado-geral dos Emirados Árabes Unidos em Erbil foi atingido por drones às primeiras horas da madrugada de ontem, sem causar vítimas. O ataque mereceu a condenação dos Emirados e do Catar, que o classificou como uma “violação flagrante das normas internacionais que protegem as missões diplomáticas e seus funcionários”.

Os ataques do Irão contra posições curdas, que já fizeram pelo menos cinco mortos e duas dezenas de feridos, explicam-se pela circunstância das lideranças desta terra, dividida por fações políticas e militares, terem admitido disponibilidade para assumir uma invasão terrestre do Irão. As tropas curdas no terreno seriam uma hipótese inicialmente bem vista pelo presidente norte-americano que, no entanto, poderá ter avaliado incorretamente as implicações regionais de tal ação.

A Turquia, onde a minoria curda ocupa uma parte significativa do país, é frontalmente contra o armamento dos curdos do Iraque e essa terá sido a principal razão de um aparente recuo dos EUA, enquanto os líderes do Curdistão também admitem não estarem criadas as condições para uma ofensiva terrestre.

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