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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

PORTAS EXALTA HEROÍSMO

O ministro de Estado e da Defesa, Paulo Portas, presidiu ontem, em Tondela, à inauguração do monumento em homenagem aos Combatentes do Ultramar, uma cerimónia inserida nas comemorações do XX Aniversário da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, que contou com a presença de centenas de ex--militares e respectivas famílias.

30 de junho de 2002 às 22:42

Num improvisado discurso Paulo Portas, disse estar "orgulhoso por aquilo que Portugal e os nossos militares fizeram em África, ao contrário de alguns", logo "teremos que saber honrar estes homens que se bateram pela Pátria", referindo-se implicitamente às reivindicações que os ex-combatentes têm vindo a fazer, nomeadamente a contagem, para efeitos de Segurança Social, do tempo militar passado no Ultramar, e a antecipação da idade de reforma.

Considerando os ex-combatentes como "heróis", o ministro da Defesa, salientou que o Estado tem que olhar seriamente "pela situação dos combatentes deficientes, pelas suas famílias”. Afirmações fortemente aplaudidas, não tivesse Portas sido, enquanto dirigente partidário, um forte defensor dos ex-militares.

Depois de 20 anos em Guimarães, a Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar (ANCU), está sediada agora na cidade de Tondela e, para além do monumento ontem inaugurado, que custou 40 mil euros, vai brevemente ter uma nova sede, que ficará localizada na antiga estação da CP e cuja primeira pedra foi ontem lançada por Paulo Portas.

António Ferraz, presidente da ANCU, espera que o País e o Estado "reconheça o esforço de todos os que não tiveram culpa de nascer quando nasceram e que a pedido da Pátria tiveram que ir lá para fora lutar por ela”. “Depois de muitos anos votados para o esquecimento, esperamos que agora as pessoas saibam homenagear os militares que morreram na guerra - cerca de dois mil - e que cuidem dos vivos. Há muita gente que ainda sofre as consequências de uma guerra que, bem vistas as coisas não mereceu o nosso esforço e da qual não se tirou proveito nenhum”, concluiu o dirigente visivelmente emocionado.

O monumento ontem inaugurado, está localizado numa rotunda à entrada da cidade e foi construído à base de granito e bronze. É bem patente o continente Africano e, no solo, tem 49 bestas - uma arma medieval tipo flecha -, o número de militares falecidos no Ultramar naturais daquele concelho. Uma missa campal pelos combatentes falecidos e a inauguração da exposição sobre a Guerra Colonial, patente no Mercado Velho, encerraram o programa de um dia muito importante para os combatentes do Ultramar que ontem se juntaram em Tondela.

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