Atual presidente da Câmara fecha ciclo iniciado em 2013.
O Porto tem, para já, um '11 inicial' de candidatos às eleições autárquicas de 12 de outubro, três dos quais independentes, num sufrágio que revelará quem sucederá ao independente Rui Moreira, que fecha o ciclo iniciado em 2013.
Até ao momento, são conhecidas as candidaturas de Manuel Pizarro, Diana Ferreira, Nuno Cardoso, Aníbal Pinto, Pedro Duarte, Sérgio Aires, Filipe Araújo, António Araújo, Alexandre Guilherme Jorge, Hélder Sousa e Miguel Corte-Real.
Manuel Pizarro (PS), médico e ex-ministro da Saúde, já se candidatou por duas vezes (2013 e 2017) e ficou em segundo lugar em ambas, prometendo agora 5000 casas a renda moderada para classe média e jovens e um programa de reabilitação urbana, tendo ainda a mobilidade e segurança como prioridades.
Diana Ferreira, da CDU, é psicóloga e foi deputada à Assembleia da República entre 2014 e 2023, e afirmou como focos da candidatura a defesa do direito à habitação, a reabilitação urbana e o combate à entrega da cidade aos interesses económicos e dependência do turismo.
Nuno Cardoso, engenheiro, já foi presidente da autarquia (entre 1999 e 2001 pelo PS), e avança agora como independente do movimento "Porto Primeiro", elegendo a habitação, mobilidade e a "questão sénior" como os "três principais eixos".
O advogado Aníbal Pinto é o candidato do Nova Direita e propõe que a autarquia "venda todas as casas sociais que tem, permitindo a quem mora nessas casas que possa comprá-las por valores simbólicos de 20 ou 30 mil euros" com a câmara como fiadora.
Pedro Duarte, jurista e ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, lidera a coligação "Porto Somos Nós" do PSD, CDS-PP e IL, e prometeu transportes gratuitos para todos os residentes por 25 milhões de euros anuais, bem como a plantação de 15 mil árvores.
Já Sérgio Aires (BE), sociólogo, é atualmente vereador sem pelouro na Câmara do Porto após ter sido candidato em 2021, propondo agora "uma governação que combata o empobrecimento, promova o direito à cidade para todas as pessoas e enfrente a especulação imobiliária".
Outro independente (movimento "Fazer à Porto") na corrida é o atual vice-presidente Filipe Araújo, engenheiro que integra a equipa de Rui Moreira desde 2013 e é agora apoiado pelo PAN, tendo já anunciado o aumento até 2.000 casas no parque habitacional e a duplicação do número de agentes da Polícia Municipal se for eleito.
O terceiro independente, o médico António Araújo, lidera a candidatura "Porto à Porto" e elegeu a construção de um túnel subaquático que ligue a Afurada, em Gaia, ao Porto como medida para retirar trânsito à ponte da Arrábida.
O estudante Guilherme Alexandre Jorge avança pelo Volt e traçou como prioridades a habitação, mobilidade, feminismo e participação democrática dos cidadãos.
O Livre avança para a Câmara do Porto com o programador cultural Hélder Sousa, que propõe criar 30% de habitação pública nos próximos 10 anos, numa candidatura que também dará prioridade à mobilidade, ecologia e direitos humanos.
Por fim, Miguel Corte-Real (Chega), gestor e ex-líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal, é descrito pelo partido como "o primeiro subscritor do manifesto Portugal em Primeiro, que defendeu a criação de uma solução governativa de direita, estável, sem complexos nem linhas vermelhas".
Com 248.769 habitantes (em 2023) e 41,42 quilómetros quadrados de área, o Porto é historicamente a segunda cidade do país e o quarto município mais populoso, 'coração' de uma Área Metropolitana com 1,7 milhões de habitantes e capital da região Norte.
Atualmente, a câmara é liderada pelo movimento de Rui Moreira, que, apesar de ter ganhado as eleições de 2021 sem maioria absoluta (seis vereadores), atribuiu um pelouro à independente ex-PS Catarina Santos Cunha em 2022, logrando uma maioria, sendo o restante executivo composto pelo PS (dois eleitos), PSD (dois), CDU (um) e BE (um).
O movimento de Rui Moreira lidera também na Assembleia Municipal, mas sem maioria absoluta.
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