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Presidente da República promete manter vigilância e pede rapidez nos apoios à zona centro

Seguro reiterou que o seu objetivo "é de cooperação com os órgãos de soberania", mas "uma cooperação exigente".

10 de abril de 2026 às 22:54

O Presidente da República, António José Seguro, prometeu esta sexta-feira manter a vigilância relativamente à reconstrução da zona centro, considerando que é preciso manter "o nível de ajuda e proximidade", acelerar apoios e adaptar medidas.

O chefe de Estado falava aos jornalistas depois de uma reunião, de cerca de duas horas, com a qual marcou o fim da Presidência Aberta, a primeira do seu mandato, que durante cinco dias percorreu os concelhos mais afetados pelo mau tempo do início do ano.

"Não pode ficar tudo na mesma. Não pode continuar tudo na mesma", avisou, prometendo que a sua "vigília em relação a esta reconstrução da zona centro vai continuar", desde já na próxima semana com uma reunião, na quinta-feira, em Belém com especialistas na prevenção de catástrofes desta natureza, mas também de prevenção de incêndios.

Seguro reiterou que o seu objetivo "é de cooperação com os órgãos de soberania", mas "uma cooperação exigente".

O Presidente da República quer que se mantenha "o nível de ajuda e de proximidade" e pediu que sejam acelerados apoios e clarificadas as medidas, adequando-as "a realidades muito concretas".

"Como sabem, as consequências desta tempestade ainda persistem e vão persistir ao longo do tempo. E a minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, tirar daqui ilações também vai continuar", avisou.

O Presidente da República iniciou a sua intervenção de encerramento da Presidência Aberta expressando "solidariedade com todas as vítimas deste comboio de tempestades", as vítimas mortais, mas "também todas as famílias que ficaram sem bens ou sem parte dos seus bens e muitas das empresas que ainda hoje não conseguem laborar".

"E vai continuar já na próxima quinta-feira com uma reunião com especialistas em Belém, especialistas na prevenção de catástrofes desta natureza, mas também de prevenção de incêndios, que é uma das preocupações que levo mais reforçada para o Palácio de Belém, designadamente perante a previsão das temperaturas quentes e elevadas que vamos ter neste verão", adiantou.

Seguro prometeu ainda um relatório desta Presidência Aberta, referindo que o "poder destrutivo das tempestades foi imenso" e não se pode pensar que "tudo já passou".

"Ao longo destes cinco dias, houve muitas pessoas, muitos portugueses, que se me dirigiram e colocaram questões muito concretas que fogem, muitas das vezes, à arquitetura das plataformas que estão colocadas à sua disposição e é necessário dar-lhes respostas, porque são situações da maior justiça", acrescentou ainda.

Questionado sobre que medidas entende que devem ser adaptadas, o chefe de Estado remeteu para mais tarde, mas deu um exemplo.

"Dou-lhe um exemplo muito concreto na área da agricultura. Não estão contemplados nos apoios às culturas não permanentes e, no entanto, houve alguns milhões de prejuízos por parte desses agricultores", disse.

Para Seguro, o Estado, os órgãos de soberania e as entidades privadas devem dar contributos para que situações futuras, que todos desejam que "não venham a acontecer", tenham "uma resposta muito mais eficiente e muito mais eficaz por parte do Estado português".

"A minha preocupação não é apurar culpas. A minha preocupação é fazer com que os portugueses confrontados com novas situações possam ter uma ajuda mais robusta do Estado português e também das empresas de telecomunicações, da redundância na área da energia elétrica. Ainda há territórios que não têm fornecimento de energia elétrica, que não têm telecomunicações, empresas que precisam de internet para poder continuar a laborar", respondeu.

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