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Prioridade do Governo é segurança dos portugueses na Venezuela

Governo "apela à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas, bem como à promoção da segurança e da tranquilidade públicas".

03 de janeiro de 2026 às 13:42

O Governo português declarou este sábado como prioritária a segurança dos portugueses na Venezuela e apelou à redução das tensões e ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques dos Estados Unidos e a captura do Presidente Nicolás Maduro.

"A prioridade do Governo é, e continuará a ser, a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela", afirmou este sábado, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Portugal, acrescentou, "apela à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas, bem como à promoção da segurança e da tranquilidade públicas".

Na mesma nota, o ministério liderado por Paulo Rangel indicou que a comunidade portuguesa na Venezuela se encontra "bem e calma, embora naturalmente expectante".

Uma vez que as autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência, o Governo "reafirma o apelo à tranquilidade e precaução" já dirigido antes, em comunicado, à comunidade portuguesa na Venezuela.

Segundo o MNE, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o Governo português (PSD/CDS-PP) "estão acompanhar, em permanência e desde o seu início, a situação na Venezuela, em estreita colaboração com o senhor Presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa.

O executivo está a seguir a situação através da embaixada de Portugal em Caracas e da rede consular no país e está também a realizar "contactos intensos" com os parceiros europeus, as instituições da União Europeia e os países da região, indicou o Palácio das Necessidades.

O Governo também "contactou diretamente" o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e as principais forças da oposição.

O executivo recordou que não reconheceu "os resultados eleitorais de 2024", que deram vitória a Nicolás Maduro, contestada pela oposição.

Defendendo "o regresso tão rápido quanto possível à normalidade democrática", o Governo adiantou que continuará "a acompanhar de perto, juntamente com os parceiros internacionais, a evolução da situação".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este sábado um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.

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