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Correio da Manhã

Política
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Processo das PPP rodoviárias tem 11 arguidos. Cinco são ex-membros do governo de José Sócrates

Estado terá sido prejudicado em 3,5 mil milhões de euros.
António Sérgio Azenha 9 de Outubro de 2020 às 08:19
José Sócrates com  Mário Lino em 2009
José Sócrates com Mário Lino em 2009 FOTO: Vasco Célio/Lusa
O Ministério Público constitui 11 arguidos no processo das Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias: cinco são ex-membros do governo de José Sócrates, cinco são antigos responsáveis da Estradas de Portugal (EP) e um será ainda funcionário da EP.

Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas; António Mendonça, ex-ministro das Obras Públicas; Fernando Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças; Paulo Campos, ex-secretário de Estado das Obras Públicas; e Carlos Costa Pina, ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças, são os ex-governantes constituídos arguidos.

Quanto aos ex-responsáveis da EP (atual Infraestruturas de Portugal), os arguidos são Almerindo Marques, ex-presidente; Eduardo Gomes, ex-vice-presidente; Joaquim Pais Jorge, ex-diretor que foi depois secretário de Estado do Tesouro no governo de Passos Coelho; Rui Manteigas, ex-diretor; e João Pedro Canto e Castro, que será ainda diretor na empresa.

Neste processo, que corre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, estão em causa suspeitas de que o Estado terá sido prejudicado em 3,5 mil milhões de euros.
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