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PS/Açores diz que Governo Regional deve definir plano de pagamentos às empresas

Francisco César referiu a dificuldade que o Governo Regional tem em "cumprir com aqueles que são os seus compromissos do ponto de vista de pagar a quem presta serviços".

30 de março de 2026 às 15:05

O líder do PS/Açores, Francisco César, disse esta segunda-feira que, dada a situação "complicada do ponto de vista financeiro" da região, o executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM deve proporcionar "um plano de pagamentos aos seus fornecedores".

Francisco César reuniu-se esta segunda-feira com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada para perceber as preocupações dos empresários e os problemas que a região está a ter do ponto de vista do setor turístico e da necessidade de "existir uma aposta na promoção do destino".

No final do encontro, Francisco César referiu a dificuldade que o Governo Regional tem em "cumprir com aqueles que são os seus compromissos do ponto de vista de pagar a quem presta serviços" e, como a região vive uma "situação complicada do ponto de vista financeiro", defendeu que o executivo tem que tomar medidas.

"A começar, para já, por proporcionar um plano de pagamentos aos seus fornecedores porque, se as pessoas não recebem, já é mau, não saberem quando é que vão receber ainda é pior", afirmou.

Nesse sentido, reforçou que "é necessário estruturar, também com a Câmara de Comércio e com outros parceiros sociais, planos de pagamentos às empresas, para que as empresas saibam efetivamente quando é que vão receber".

O líder do PS açoriano referiu também a necessidade de a região apostar na economia "porque, se nós associarmos a uma crise financeira, que começamos a ter nos Açores, uma crise económica, nós, depois, não conseguimos gerar recursos para podermos também sustentar as dificuldades financeiras que temos".

Na sua opinião, tem que haver "um trabalho do ponto de vista de ajudar o investimento privado. Por exemplo, respondendo rapidamente às intenções que os empresários têm do ponto de vista de análise de projetos".

"Nós não podemos estar meses e meses e meses sem dar resposta a empresários que têm recursos disponíveis e que querem investir para gerar riqueza e para gerar emprego. Tem que haver capacidade da Secretaria das Finanças e do Governo Regional, de dar resposta aos nossos empresários", defendeu.

Acrescentou que o presidente do Governo Regional, o social-democrata José Manuel Bolieiro, é que é o responsável por escolher as prioridades e, neste momento, "são claras".

"Nós estamos em contraciclo com a economia nacional, estamos em contraciclo com a economia da Madeira e o senhor presidente do Governo tem que organizar o seu Governo e obrigar o seu Governo a dar respostas. Aquilo que nós temos é nada. Infelizmente, parece que acham, e o senhor presidente do Governo acha, que, se nós fizermos exatamente o mesmo que fizemos e que temos feito nos últimos cinco anos, vamos ter resultados diferentes", rematou.

Dois dias depois de a companhia aérea de baixo custo Ryanair ter deixado de voar para os Açores, o que está a motivar preocupações do setor, o líder do PS açoriano referiu que a região tem de "apostar na promoção" turística do destino.

"É preciso haver estratégia e promoção porque, para se ter mais turistas, as pessoas têm de saber o que é que os Açores valem", disse, acrescentando que também é preciso contratualizar com companhias aéreas.

"Se a Madeira faz, se as Canárias fazem, porque é que os Açores não conseguem fazer? Portanto, é preciso investir e utilizar os recursos que nós temos disponíveis, fazer escolhas e optar por maior contratualização", defendeu Francisco César.

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