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PS diz que acordou com PSD adiamento de eleições para a fiscalização das "secretas"

Eleições estavam marcadas para 12 de junho, mas as listas dos nomes não foram entregues no prazo. Nova data até às férias parlamentares juntamente com eleições para outros órgãos.

02 de junho de 2026 às 11:50

O PS indicou ter acordado com o PSD que as eleições para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) serão adiadas e decorrerão "até ao fim desta sessão legislativa", juntamente com outras que serão agendadas.

"As eleições para os membros do Tribunal Constitucional e para provedor de Justiça foram consideradas prioritárias, existindo concordância entre PS e PSD para que as eleições para o Conselho Superior de Fiscalização do SIRP decorram até ao fim desta sessão legislativa, conjuntamente com outras que ainda serão agendadas, não havendo por isso qualquer discordância quanto ao método e nomes a indicar", adiantou à Lusa fonte oficial do PS.

Estas eleições estavam marcadas para 12 de junho, mas as listas dos nomes tinham de ter sido entregues até sexta-feira, o que não aconteceu.

À Lusa, a mesma fonte oficial adiantou que há um acordo com o PSD para que aconteçam até às férias parlamentares juntamente com eleições para outros órgãos, que ainda vão ser marcadas.

As eleições para a fiscalização das "secretas", que requerem maioria de dois terços, foram marcadas em 20 de maio, em reunião da conferência de líderes, e realizar-se-iam na mesma data agendada para os processos relativos à eleição de quatro juízes para o Tribunal Constitucional e do novo provedor de Justiça.

PSD, Chega e PS entregaram na sexta-feira uma lista conjunta de candidatos para substituir quatro juízes no Tribunal Constitucional, que requer aprovação por maioria de dois terços.

Também na sexta-feira foi noticiado que o PSD aceitou a indicação do PS de propor Luísa Neto, atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA), como candidata a provedora de Justiça, eleição que requer maioria de dois terços no parlamento.

Nesse dia, o líder da bancada socialista afirmou, numa nota enviada à Lusa, que o processo para indicação de candidatos a juízes do Tribunal Constitucional e provedora de Justiça teve "interlocução política" do primeiro-ministro e do secretário-geral do PS, além das respetivas lideranças parlamentares.

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