Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Mariana Vieira da Silva referiu que o Governo prometeu "respostas fáceis" e "passes de mágica" para resolver os problemas do SNS, o que fez com que as "expectativas criadas fossem altas".
A bancada parlamentar do PS responsabilizou esta sexta-feira o Governo pelo "falhanço generalizado" do plano de emergência e transformação na saúde (PETS), uma crítica que o executivo refutou, alegando que as medidas "cumpriram o seu papel".
"Onde se prometia resposta a tempo e horas, menos lista de espera, melhores cuidados primários, mais respostas ao envelhecimento, bebés a nascerem em mais segurança, temos mais espera nas consultas e nas cirurgias, menos consultas nos cuidados de saúde primários e mais bebés a nascerem em ambulâncias e muito maior incerteza", lamentou a deputada socialista Mariana Vieira da Silva.
Numa interpelação promovida pelo PS sobre os resultados do PETS, a parlamentar referiu que as "expectativas criadas foram altas" em relação ao plano aprovado em maio de 2024, com o Governo a prometer "respostas fáceis" e "passes de mágica" para resolver os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O balanço do plano apresenta várias medidas como cumpridas, mas o "resultado foi falhado", realçou Mariana Vieira da Silva, apontando como exemplos o aumento das listas de espera para cirurgia oncológica, os atrasos na abertura dos centros de saúde geridos por privados e o número de utentes sem médico de família, entre outros.
"Na realidade, o plano apresenta apenas uma prioridade com bons resultados", a redução do recurso às urgências em situações não urgentes, referiu a deputada socialista, para quem o sucesso desta medida "não esconde o falhanço generalizado deste plano".
A ex-ministra dos governos do PS salientou ainda que, para além do PETS, as "coisas não correram melhor", como na gestão financeira, já que em 2025 o SNS "apresentou o pior saldo orçamental".
Mariana Vieira da Silva acusou também a ministra da Saúde de responsabilizar "praticamente toda a gente" pela situação do SNS, lamentando que Ana Paula Martins, que não esteve no debate, "permaneça, ainda e sempre, absolutamente incapaz de assumir que errou".
"O que era legítimo esperar era simples: que o SNS estivesse melhor e não pior e hoje está pior em muitos domínios e indicadores, com a segunda metade de 2025 e os primeiros meses deste ano a mostrar um agravamento significativo da produção e da capacidade de reposta", realçou.
Na sua intervenção inicial, a secretária de Estado da Saúde apresentou um balanço dos vários eixos do PETS, para concluir que um "plano de emergência com estes resultados e que lançou uma transformação estrutural é um plano bem-sucedido".
Segundo Ana Povo, o plano tinha 54 medidas, mas o que o "Governo já fez vai muito além" do que estava previsto no PETS, como a introdução de novas estratégias de vacinação, o alargamento de rastreios oncológicos, o novo programa de saúde oral, os percursos de cuidados integrados para a diabetes, obesidade e doença renal crónica e reforço do acesso a medicamentos.
A secretária de Estado salientou ainda que as medidas executadas, no âmbito dos dois Programas de Governo da AD, "vão muito além do PETS", um plano que considerou ter sido "um ponto de partida, nunca um destino".
"Não prometemos milagres, prometemos trabalho e cumprimos", assegurou Ana Povo, que deixou ainda críticas aos anteriores governos da responsabilidade do PS.
"Quem é que permitiu o descontrolo dos prestadores externos, os chamados tarefeiros, transformando o SNS num mercado paralelo sem regras? Quem é que não atualizou as carreiras dos profissionais de saúde durante anos? Quem é que não olhou pela sustentabilidade financeira do SNS?", questionou.
"O PETS foi o instrumento que usamos para lançar essa transformação e cumpriu o seu papel. Hoje estamos a construir o que vem a seguir e não vamos parar", garantiu Ana Povo.
No final de maio de 2024, o Governo da coligação AD aprovou, nos primeiros 60 dias de funções, o PETS, composto por cerca de 50 medidas definidas como urgentes, prioritárias e estruturantes e que estavam divididas por cinco eixos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.