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Correio da Manhã

Política
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PSD considera mensagem de Natal do primeiro-ministro um "conjunto de fantasias"

Primeiro-ministro defendeu que Portugal virou a página dos anos mais difíceis e está agora melhor.
Lusa 26 de Dezembro de 2018 às 15:35
Mensagem de Natal de António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
Mensagem de Natal de António Costa
António Costa
O PSD considerou esta quarta-feiraque a mensagem de Natal do primeiro-ministro representa "um conjunto de fantasias" e defendeu que António Costa devia ter tido "outro recato" quando falou de investimento de qualidade nos serviços públicos.

"Aquilo que se viu no discurso do primeiro-ministro foi um conjunto de fantasias, um conjunto de frases que ouvindo gosta-se de ouvir, mas é preciso interpretar aquilo que está por detrás daquilo que é dito", afirmou André Coelho Lima, vogal da Comissão Política Nacional do PSD, em conferência de imprensa, no Porto.

Pois, acrescentou, dizer que as contas estão "certas" quando a dívida pública "aumenta tanto" e que há um investimento público de qualidade escolhendo o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como exemplo, "não é um bom serviço à credibilidade na política".

"É preciso dizer que os portugueses que estão há meses, há anos, a defrontar-se com dificuldades enormes particularmente nos serviços de saúde, o desinvestimento que é notório, que é enorme, que é sentido por todos e que é relatado por todos, esta destruição do Serviço Nacional de Saúde que tem acontecido, conhecer da parte do primeiro-ministro um comentário que temos que continuar o investimento de qualidade parece-nos, com toda a franqueza, que mereceria um outro recato, um outro cuidado da parte do primeiro-ministro de Portugal", defendeu André Coelho Lima.

O social-democrata sublinhou ainda que, em matéria de transportes, a solução do Governo "cinge-se apenas às duas principais cidades do país", ignorando o restante território.

"[O primeiro-ministro] dá como exemplo de melhor aproveitamento do território os transportes públicos mais baratos e apresenta a solução de transportes públicos mais baratos apenas para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, ignorando todo o restante território. Se isto é, ou visa ser, nas palavras do primeiro-ministro, uma política de coesão territorial, pois ficam os portugueses a saber que, de facto, o território para o primeiro-ministro cinge-se apenas às duas principais cidades", criticou.

Para o PSD, também as declarações de António Costa sobre Portugal ter crescido mais que a média da União Europeia são "estranhas" já que o país "tem o quarto menor PIB [Produto Interno Bruto] da zona euro" e só "a Eslováquia, a Grécia e a Letónia têm uma situação pior do que Portugal".

André Coelho Lima acrescentou ainda que não se pode falar de maior justiça fiscal quando Portugal "tem a maior carga fiscal da história de Portugal" e a dívida pública aumentou cerca de 20 mil milhões de euros.

Na tradicional mensagem de Natal do primeiro-ministro, António Costa defendeu que Portugal virou a página dos anos mais difíceis e está agora melhor, mas tem ainda muito trabalho pela frente, tendo de vencer "grandes desafios" como a demografia e a valorização do território.

O líder do executivo defendeu ainda que Portugal tem de "continuar a investir na qualidade dos serviços públicos, como o SNS ou os transportes, na modernização das infraestruturas, na melhoria da vida dos pensionistas e das condições de trabalho na administração pública, aumentar a justiça fiscal e as prestações sociais".

Mas, salientou, estes objetivos têm de ser alcançados "sem deixar de se eliminar o défice e de continuar a reduzir a dívida - condições da credibilidade internacional reconquistada e que é fundamental para reduzir os juros que Estado, empresas e famílias pagam".
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