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Reapreciação do veto à lei da nacionalidade agendada no parlamento para 1 de abril

Tribunal Constitucional considerou por unanimidade que três das normas eram inconstitucionais. Uma outra foi declarada inconstitucional por maioria, com um voto de vencido.

04 de março de 2026 às 14:12

A conferência de líderes agendou esta quarta-feira para 01 de abril a reapreciação do veto do Presidente da República ao decreto do parlamento que pretender rever a Lei da Nacionalidade e que antes tinha sido chumbado pelo Tribunal Constitucional.

O veto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, surgiu após o Tribunal Constitucional, em 15 de dezembro, ter considerado que o decreto do parlamento que revê a Lei da Nacionalidade criava uma "restrição desproporcional" no acesso à cidadania e também afrontava "legítimas expectativas dos destinatários com procedimentos pendentes".

Um acórdão que surgiu em resposta a um pedido de fiscalização preventiva subscrito por 50 deputados do PS.

O Tribunal Constitucional considerou por unanimidade que três das normas eram inconstitucionais. Uma outra foi declarada inconstitucional por maioria, com um voto de vencido.

O decreto do parlamento que revê a Lei da Nacionalidade, com origem numa proposta de lei do Governo PSD/CDS-PP, foi aprovado em 28 de outubro, com 157 votos a favor, de PSD, Chega, IL, CDS-PP e JPP, uma maioria superior a dois terços, e 64 votos contra, de PS, Livre, PCP, BE e PAN.

A Constituição prevê, no artigo 279.º, que, em caso de veto por inconstitucionalidades, "o decreto não poderá ser promulgado ou assinado sem que o órgão que o tiver aprovado expurgue a norma julgada inconstitucional ou, quando for caso disso, o confirme por maioria de dois terços dos deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções".

Na conferência de líderes de esta quarta-feira, de acordo com fontes parlamentares, foi também marcado para 18 de março o próximo debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

No final da reunião da conferência de líderes, foi ainda transmitido que está prevista para sexta-feira a eleição de um secretário da Mesa da Assembleia da República para substituir Gabriel Mithá Ribeiro, do Chega, que renunciou ao mandato de deputado no ano passado.

O partido já tinha proposto para o lugar Francisco Gomes, mas o deputado eleito pela Madeira falhou a eleição em setembro.

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