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"Sem intervenção pública, TAP acabaria por falir": Governo só espera usar mil milhões de euros até ao final do ano

Ministro das Infraestruturas sublinhou que ter uma companhia aérea é "determinante".

10 de junho de 2020 às 16:26
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'Sem intervenção pública, TAP acabaria por falir': Governo prevê apoio de mil milhões até final do ano

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, afirmou esta quarta-feira em conferência de imprensa que o Governo tudo fará para salvar a TAP visto ser "determinante" ter uma companhia aérea portuguesa. "O Governo português nnão quer uma transportadora pequena", salientou o ministro. 

"Sem intervenção pública, a TAP acabaria por falir", garantiu afirmando que falta a aceitação das condições da ajuda estatal pelos acionistas privados da TAP.

O ministro afirmou ainda a necessidade de garantir a sobrevivência da empresa no âmbito de uma economia portuguesa que depende muito, nomeadamente no setor do turismo, da transportadora. 

Sobre o plano de reestruturação, Pedro Nuno Santos afirmou ainda que o Governo tem "a expectativa que não ponha em causa a dimensão da empresa". "Temos a preocupação de termos uma empresa que seja fiável a longo prazo", assumiu o ministro.

O empréstimo de emergência à empresa terá de ser reembolsado no prazo de seis meses, segundo as regras comunitárias. O apoio aprovado por Bruxelas foi até 1,2 mil milhões de euros, mas o Governo espera não necessitar de mais de mil milhões de euros até ao final do ano. Há ainda uma almofada de 200 milhões de euros para responder ao contexto de incerteza que se vive devido à pandemia. 

De recordar que a Comissão Europeia aprovou esta quarta-feira um "auxílio de emergência português" à companhia aérea TAP, um apoio estatal de 1,2 mil milhões de euros para responder às "necessidades imediatas de liquidez" com condições predeterminadas para o seu reembolso.

Governo admite possibilidade de reduzir dimensão da TAP

"Nós podemos ter neste momento uma empresa com uma dimensão superior àquela que são as necessidades nos próximos anos. Isto é uma condição da Comissão Europeia", disse o ministro das Infraestruturas e da Habitação, numa conferência de imprensa, em Lisboa, depois do anúncio da aprovação da Comissão Europeia a um apoio estatal à TAP no valor máximo de 1,2 mil milhões de euros.

No entanto, o governante disse julgar ser possível apresentar à Comissão Europeia "um bom caso" que não tenha como consequência uma "restruturação excessiva da TAP".

Sublinhando a necessidade de ajustar as dimensões da companhia aérea às suas necessidades futuras, Pedro Nuno Santos admitiu que "não seria sério" tentar passar a ideia de que uma restruturação da transportadora aérea pode ser feita sem consequências, por exemplo, nas frotas e nos trabalhadores.

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