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Partido de António Costa regressa aos valores alcançados no início do ano, embora ainda longe da maioria absoluta.
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O Partido Socialista disparou nas intenções de voto, alcançando o segundo maior resultado deste ano (37,5%), segundo a última sondagem da Aximage para o CM, relativa ao mês em curso. Só em janeiro (37,7%) o PS obteve valores tão elevados, não tendo chegado à fasquia dos 37% nos meses seguintes.
PS alarga vantagem sobre PSD nas intenções de voto
Sendo certo que continua distante da maioria absoluta, a percentagem obtida este mês permite-lhe equacionar outras opções de geringonça: só com o BE ou a CDU e, quem sabe até, apenas com o PAN.
O partido Pessoas-Animais - -Natureza perdeu um pouco a embalagem adquirida nas eleições Europeias, sofrendo uma ligeira queda relativamente a junho (passou de 4,2% para 4%), mas mantém uma percentagem que lhe abre boas perspetivas quanto a uma possível coligação com o Partido Socialista.
Se à esquerda as variações são pouco significativas (o BE sobe de 9% para 9,4%, e a CDU desce de 6,9% para 6,8%), o barómetro político deste mês deve fazer soar o alarme, tanto no PSD como no CDS. O partido de Rui Rio apresenta uma ligeira subida (23,1% para 23,6%), mas permanece muito abaixo dos parâmetros habituais dos sociais-democratas, além de que aumentou a distância para o PS.
A menos de três meses das legislativas, não parece de todo possível que o partido do antigo autarca do Porto chegue na frente.
Razões de preocupação tem também o CDS. Os centristas de Assunção Cristas continuam a resvalar, atingindo este mês o valor mínimo de 4,9% (contra 6,6% o mês passado). A manter-se a tendência, é de admitir que o PAN chegue às eleições de outubro como a quinta força política, ultrapassando o CDS.
Neste momento, PSD e CDS atingem, juntos, os 28,5%. Nas eleições de 2015, em que os dois partidos concorreram coligados, alcançaram 36,8% dos votos. Já a geringonça, chega agora aos 53,7%.
Quanto à abstenção, volta a registar uma subida - está agora nos 36,6% (35,9% em junho).
Mário Centeno mais próximo de liderar FMI
Mário Centeno mantém-se como o melhor ministro, revela sondagem CM/Aximage. Os bons resultados do ministro das Finanças têm gerado frutos lá fora. Centeno é, agora, um dos nomes mais bem colocados para substituir Christine Lagarde no FMI.
O ex-líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, terão sido afastados da corrida. Centeno, Nadia Calviño (ministra espanhola) e Olli Rehn (ex-comissário europeu) são os mais bem posicionados, diz o ‘Politico’.
Só primeiro-ministro obtém nota positiva
Na avaliação dos líderes, apenas António Costa merece avaliação positiva (10,6 em escala de 0 a 20). Seguem-se Catarina Martins (9,9) , André Silva (9,2) e Jerónimo de Sousa (8,9).
Temido e Tiago são os piores ministros
No ranking dos ministros, em contraponto a Mário Centeno (de longe considerado o melhor), está Marta Temido (Saúde) e Tiago Brandão Rodrigues (Educação).
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FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efetivas: 287 a homens e 314 a mulheres; 60 no Interior Norte Centro, 80 no Litoral Norte, 98 na Área Metropolitana do Porto, 113 no Litoral Centro, 169 na Área Metropolitana de Lisboa e 81 no Sul e ilhas; 96 em aldeias, 161 em vilas e 344 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 12 e 15 de julho de 2019, com uma taxa de resposta de 73,7%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de João Queiroz
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