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Correio da Manhã

Política
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Sócrates elogia gastos do seu Governo

8,2 mil milhões que pretendia gastar na alta velocidade ferroviária eram despesa “para recuperar a nossa economia”.
Paula Gonçalves 22 de Março de 2018 às 08:44
José Sócrates  falou para dezenas de estudantes na Faculdade  de Economia  da Universidade  de Coimbra  sobre a Europa
José Sócrates  falou para dezenas de estudantes na Faculdade  de Economia  da Universidade  de Coimbra  sobre a Europa
José Sócrates
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José Sócrates
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José Sócrates
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José Sócrates  falou para dezenas de estudantes na Faculdade  de Economia  da Universidade  de Coimbra  sobre a Europa
José Sócrates  falou para dezenas de estudantes na Faculdade  de Economia  da Universidade  de Coimbra  sobre a Europa
José Sócrates disse esta quarta-feira, em Coimbra, que a última vez que, em Portugal, se ouviu falar de um projeto de modernização foi no período em que era primeiro-ministro. O antigo chefe de governo falou do TGV e de outros exemplos nem sempre reconhecidos pelas melhores práticas.

Sócrates detalhou que "há 30 anos demorava 3 horas a viajar de comboio entre Lisboa e Porto" e hoje o trajeto demora praticamente o mesmo tempo (2h50) para justificar o investimento na alta velocidade.

"A ideia de que o País não tem aqui trabalho a fazer para se ligar à rede de alta velocidade europeia, a ideia de que a rede de alta velocidade em bitola europeia vai parar em Badajoz, com o País propositadamente atrasado e por uma decisão política que nos condena ao atraso, é das ideias mais reacionárias que tenho visto", disse.

Recorde-se que o projeto de alta velocidade ferroviária Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid ia custar 8,2 mil milhões - valor que equivale a 80% do que o estado gasta por ano em Saúde.

Sócrates justifica esse investimento como algo "absolutamente essencial como despesa contracíclica para recuperar a nossa economia" e nega a ideia "de dinheiro deitado fora".

No entanto, na intervenção na Faculdade de Economia, o antigo primeiro-ministro, que é o principal arguido da Operação Marquês, não se referiu aos encargos com as parcerias público-privadas que assinou quando foi chefe de governo. No total, até 2042, cada português vai ter de pagar 1200 euros, em média, pelos encargos assumidos sobretudo na rodovia.

Sócrates culpou "a dominação ideológica" que impôs a austeridade.

Para o antigo primeiro-ministro foi o seu governo (que pediu ajuda à troika em 2011) que agiu corretamente. "Foi nesse governo, quando apostámos nas energias renováveis, na construção de barragens, na modernização das escolas públicas", disse.

Candidatura a Belém é matéria de bruxaria 
Confrontado com a hipótese de estar a preparar uma candidatura à presidência da República, Sócrates disse que essa "não é matéria de política, é mais de bruxaria", e deve ser "entregue a videntes".
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